ENDIVIDAMENTO

Endividamento das famílias ainda é alto em Mato Grosso

No caso dos mato-grossenses, o parcelamento de salário dos servidores públicos do Estado é um fato que impacta na renda das famílias
Segunda-feira 11 de Fevereiro de 2019
Redação
Endividamento das famílias ainda é alto em Mato Grosso
Foto: Reprodução

Subiu em janeiro o número de endividados em janeiro de 2019 ante dezembro de 2018, segundo dados da Fecomércio/MT com base na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio, bens, Serviços e Turismo (CNC) entre janeiro/2019 e dezembro/2018.

Um alerta para o caso específico de Mato Grosso, onde houve uma queda no Total de Famílias Endividadas, passando de 116.007 para 112.638, mas ainda é superior a janeiro/2018 que foi de 109.645. 

Conforme a entidade, mais preocupante ainda é o indicador que afere ‘famílias que não terão condições de pagar suas dívidas’, pelo qual a pesquisa demonstra um crescimento dessa situação, o que pode ampliar o número de endividamento e negativação no decorrer dos próximos meses. Em janeiro/2019 foi registrado 38.583 famílias que se auto-intitulam nessa condição, superior a dezembro/2018 que foi de 37.948, e bem superior a janeiro/2018 que era de 26.184. 

Segundo o consultor Econômico-Tributário da Fecomércio/MT, Múcio Ribas, a pesquisa revela uma recuperação gradual na expectativa de consumo das famílias, resultado da recuperação da economia, mas de forma lenta. Também no caso dos mato-grossenses, o parcelamento de salário dos servidores públicos do Estado é um fato que impacta na renda das famílias ocasionando o atraso da quitação de dívidas e freio no consumo de bens duráveis. 

De acordo com a CNC, o percentual de famílias brasileiras que apresentam algum tipo de dívida registrou 60,1% em janeiro de 2019. Esse valor representa uma queda em relação aos 61,3% apurados no mesmo mês do ano passado. 

O total de inadimplentes – os que possuem dívidas ou contas em atraso – também caiu em relação a janeiro de 2018, registrando 22,9% neste mês em comparação aos 25,0% do período anterior. Da mesma forma, também diminuiu o volume de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas, passando de 9,5% em janeiro de 2018 para 9,1% neste mês. 

“A queda na comparação anual indica que persistem o ritmo lento de recuperação do consumo e a cautela das famílias na contratação de novos empréstimos e financiamentos”, afirmou a economista da CNC Marianne Hanson. 

Apesar das quedas nas comparações anuais, houve um leve aumento do endividamento em relação a dezembro de 2018, quando o percentual esteve em 59,8%, e do total de inadimplentes, que estava em 22,8%, em dezembro. O desempenho mensal, no entanto, não compromete a expectativa de evolução da economia. “As taxas de juros em patamares mais baixos também constituem um fator favorável a esse resultado. As famílias brasileiras também se mostraram mais otimistas em relação à sua capacidade de pagamento, e o percentual de famílias que disseram não ter condições de pagar suas contas em atraso também recuou”, complementou Marianne Hanson. 

O cartão de crédito continua sendo a principal fonte de dívidas dos brasileiros (78,4%), tendo apresentado alta entre as famílias com renda inferior a dez salários mínimos (79,1%). Carnês (14,0%) e financiamento de carro (9,7%) vêm logo em seguida. 


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