Dados apurados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que a maior valorização do boi gordo, frente ao milho e ao DDG, favoreceu a margem da terminação em Mato Grosso. A valorização da arroba superou as majorações, inclusive, do milho.
Como explicam os analistas, no comparativo anual de janeiro a outubro os preços da arroba do boi a prazo e dos insumos para a alimentação aumentaram em Mato Grosso. “Nesse contexto, uma das suplementações mais utilizadas na alimentação dos bovinos, o DDG (com 32% de Proteína Bruta), apresentou alta de 19,97% em relação ao mesmo período em 2024. Já o preço do milho subiu 33,80% no mesmo comparativo, sendo negociado a R$ 52,21/sc. Um ponto em destaque foi o caroço de algodão, que subiu 83,07% no mesmo período. Dito isso, mesmo com a valorização dos insumos, o boi gordo a prazo seguiu o mesmo ritmo, com acréscimo de 40,10% no período”.
E como observam os analistas, o aumento na demanda por parte das indústrias processadoras de milho para produção de etanol, o DDG vem ganhando espaço no mercado devido ao custo-benefício.
MERCADO MT – Na parcial de nov/25 (até 21/11), as escalas de abate ficaram, em média, em 14,01 dias úteis no estado, representando um alongamento de 5,10% em relação ao mesmo período de out/25. Mediante a alta oferta de animais terminados, o preço da @ do boi gordo a prazo, que na segunda semana de nov/25, foi cotada a R$ 304,13, apresentou queda de 1,02%, ficando em média a R$ 301,02 na semana passada.
No curto prazo, o anúncio do fim das tarifas adicionais nas exportações de carne para os EUA, na última sexta-feira (21), tende a normalizar os envios para o país que estavam reduzidos, o que gerou ajustes positivos no preço futuro do boi gordo. Entretanto, o mercado segue atento às medidas de salvaguarda da China, que serão divulgadas hoje (26). País que responde por 51,77% do volume de carne in natura exportada do estado em 2025.
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