O dólar abriu o pregão de ontem (4), cotado a R$ 5,23 na venda, recuo de 0,22% em relação ao fechamento anterior. O movimento reflete cautela dos investidores diante da divulgação de indicadores econômicos nos Estados Unidos e expectativa sobre política monetária global.
A moeda americana segue pressionada por fluxos de entrada no mercado brasileiro, com investidores estrangeiros ampliando posições em bolsa e renda fixa, explica o diretor de Câmbio da Ourominas, Elson Gusmão. “O sentimento predominante é de cautela, mas há sinais de apetite ao risco em emergentes, já que o real se descola de pares como o peso chileno e o rand sul-africano, que operam em alta frente ao dólar”
Os mercados acompanharam a divulgação da pesquisa ADP sobre criação de vagas no setor privado dos EUA e o índice ISM de serviços, ambos considerados termômetros da atividade e do mercado de trabalho americano. “Esses dados podem reforçar ou reduzir apostas sobre os próximos passos do Federal Reserve, que ainda enfrenta dilemas sobre o ritmo de cortes de juros”, destaca.
No Brasil, os investidores seguem atentos à ata do Copom, que reforçou a continuidade do ciclo de queda da Selic. A expectativa de juros menores sustenta o fluxo positivo para ativos locais, mas também gera volatilidade no câmbio, já que parte do mercado questiona a velocidade desse movimento.
No cenário internacional, os mercados monitoram ainda os desdobramentos da política monetária na Europa e na China, além da volatilidade em Wall Street, onde índices como o Dow Jones funcionam como termômetro global de apetite ao risco. A combinação de dados econômicos e incertezas políticas mantém o dólar em oscilação, com investidores ajustando posições de curto prazo.
OURO – Já o ouro abriu em alta no mercado internacional, com valorização de 2%, cotado a US$ 5.030 por onça-troy. No Brasil, o movimento foi acompanhado na mesma proporção, com o metal negociado a R$ 848,14 por grama. A alta reflete a busca por proteção em meio à cautela global, com investidores atentos a dados econômicos dos Estados Unidos e às expectativas sobre a política monetária.
“O avanço da cotação indica maior procura por ativos defensivos, em um cenário de fluxos direcionados para commodities e títulos soberanos. O sentimento predominante é de cautela, já que o mercado aguarda indicadores-chave que podem redefinir as apostas sobre os juros nos EUA”, explica Mauriciano Cavalcante, Economista da Ourominas.
A política monetária norte-americana segue como principal fator de pressão sobre o ouro, já que juros mais altos reduzem a atratividade do metal, enquanto cortes tendem a impulsionar sua demanda.
No Brasil, o mercado ainda repercute a ata do Copom, que reforçou a continuidade do ciclo de queda da Selic. A perspectiva de juros menores favorece ativos locais e pode ampliar o fluxo de entrada de capital, mas também gera volatilidade no câmbio, com impacto indireto sobre o ouro.
No cenário internacional, além dos dados americanos, investidores monitoram sinais da política monetária na Europa e na China, além da volatilidade em Wall Street. A combinação de incertezas políticas e econômicas mantém o ouro em destaque como reserva de valor, especialmente em momentos de maior aversão ao risco.
