Em meio à forte correção do Bitcoin, que acumulou queda de 20% em fevereiro, o interesse pelo ativo cresceu nas buscas online dos mato-grossenses. Dados do Google Trends indicam que as buscas por “comprar Bitcoin” colocaram o Mato Grosso como o terceiro estado que mais pesquisou o termo no Brasil, com volume 33% acima da média nacional. O aumento na procura ocorreu justamente durante o período de maior turbulência do ativo, indicando que a desvalorização intensificou a atenção dos usuários e o apetite pela compra.
O Mato Grosso e o Distrito Federal, que lideraram o ranking de buscas, foram os principais responsáveis por impulsionar o Centro-Oeste nas pesquisas sobre compra do ativo, tornando a região a que registrou o maior número de buscas no período. Para Rony Szuster, Head de Research do MB, a correlação entre buscas e desvalorização da criptomoeda não é coincidência. “Movimentos bruscos de preço tendem a aumentar a busca por informação, enquanto investidores decidem como agir. Muitos enxergam nas quedas uma oportunidade de entrada, buscando por ganhos maiores ao comprar com o preço mais baixo”, afirma.
Não é à toa que o levantamento do Mercado Bitcoin mostra que, em fevereiro, Mato Grosso teve 2,4 vezes mais investidores comprando Bitcoin do que vendendo, uma proporção 30% maior que a do mês anterior. O aumento de pessoas adquirindo o ativo, mesmo diante de sua queda, reforça a estratégia de investimento de longo prazo, que já se mostrou eficaz em situações anteriores: em 2021, por exemplo, a criptomoeda caiu quase 60%, mas quem aproveitou a baixa conseguiu mais do que dobrar o capital investido em menos de seis meses.
“Mato Grosso vem se destacando por um crescimento econômico acima da média nacional, com um dos maiores PIBs per capita do Brasil e um ritmo de expansão que tem ampliado a capacidade de investimento da população. Isso se reflete no crescente interesse por novas e mais atrativas categorias de investimentos”, comenta o especialista, destacando que o volume de compras do ativo no estado aumentou 68% em relação a janeiro.
COMO APROVEITAR A QUEDA PARA COMEÇAR A INVESTIR? – Em outubro, o Bitcoin atingiu nova máxima histórica, chegando a US$ 126 mil. Desde então, o ativo acumula queda superior a 45%. Um recuo desse tamanho pode assustar investidores de primeira viagem, mas é um cenário familiar para quem acompanha o mercado de ativos digitais.
Por isso, mesmo com as oscilações, a recomendação para quem está começando é investir de forma gradual. Rony destaca que realizar pequenos aportes de maneira recorrente é a estratégia mais indicada. “Essa estratégia dilui o preço médio ao longo do tempo e reduz a necessidade de análises gráficas, além de minimizar preocupações com o sobe e desce do mercado”, comenta.
Além disso, não é necessário ter grandes quantias para começar, já que é possível comprar frações da criptomoeda, tornando o Bitcoin acessível também aos pequenos investidores. Rony destaca ainda que a possibilidade de investir 24 horas por dia, todos os dias da semana, amplia a liberdade e o controle sobre o patrimônio, diferentemente do mercado tradicional, com horários restritos e fechado aos finais de semana.
GOOGLE TRENDS – Os dados do Google Trends representam o interesse relativo por “comprar Bitcoin” em cada estado. Os números não refletem volume absoluto de buscas, mas a relevância proporcional do termo em relação ao total de pesquisas realizadas em cada estado entre 2 de março de 2025 e 2 de março de 2026.
