A inauguração do primeiro trecho operacional da Ferrovia Estadual Vicente Vuolo, em Dom Aquino (MT), marca um avanço histórico para a logística de Mato Grosso. Foram entregues 162 quilômetros de trilhos e o primeiro terminal ferroviário da ferrovia estadual, empreendimento que, quando concluído, ligará Lucas do Rio Verde à malha ferroviária nacional com acesso direto ao Porto de Santos (SP).
A ferrovia representa um novo ciclo de desenvolvimento para Mato Grosso, especialmente para a indústria. “Estamos falando de uma obra estruturante, capaz de reduzir custos logísticos, aumentar a competitividade e atrair novos investimentos. Isso significa mais agroindustrialização, mais agregação de valor às matérias-primas produzidas no estado”, afirmou o presidente do Sistema Fiemt, Silvio Rangel.
Mato Grosso já possui uma base industrial consolidada, com 16.891 indústrias responsáveis pela geração de mais de 203 mil empregos formais. O setor industrial responde por R$ 36,8 bilhões do Produto Interno Bruto (PIB) estadual e por quase metade da arrecadação de ICMS do estado.
“A logística sempre foi um dos principais desafios para o desenvolvimento de Mato Grosso. Com uma infraestrutura mais eficiente, criamos condições para que novas indústrias se instalem, ampliem suas operações e agreguem ainda mais valor à produção local. A ferrovia fortalece toda a economia mato-grossense”, acrescentou.
Localizado às margens da BR-070, próximo a Campo Verde, o terminal ferroviário inicia as operações com capacidade para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano. A estrutura ocupa uma área de aproximadamente 2 milhões de metros quadrados e conta com quatro balanças rodoviárias, armazenagem estática para até 42 mil toneladas e pátio para estacionamento de 250 caminhões.
Quando concluída, a Ferrovia Estadual Vicente Vuolo terá 743 quilômetros de extensão, consolidando-se como um dos principais corredores logísticos do país e ampliando a competitividade dos produtos mato-grossenses nos mercados nacional e internacional, com investimento de R$ 5 bilhões nesta primeira etapa.
Considerada a maior ferrovia em execução no Brasil, o projeto, quando concluído, conectará Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, passando por 16 municípios mato-grossenses e com ramal previsto para Cuiabá.
MARCO LOGÍSTICO – Durante a entrega, o governador Otaviano Pivetta destacou o papel do Governo de Mato Grosso na criação das condições para o desenvolvimento econômico do Estado. “Mato Grosso é um exemplo do que o Brasil pode fazer. Enquanto a Rumo construiu 162 quilômetros de ferrovia, nós vamos concluir mais de 7 mil quilômetros de asfalto novo nas rodovias estaduais até o final do ano. Investimos R$ 28 bilhões em infraestrutura para melhorar a vida do nosso povo”, afirmou.
O presidente da Rumo, Pedro Palma, destacou a construção conjunta do projeto. “A visão de futuro é importante, mas ela não basta. É preciso conhecimento, parceria e coragem para transformar projetos em realidade. O modelo criado por Mato Grosso foi fundamental para que esse investimento saísse do papel e chegasse até aqui”, destacou.
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, destacou a importância da ferrovia para a competitividade da produção brasileira. “Essa ferrovia liga Mato Grosso ao Porto de Santos, reduzindo custos logísticos e aumentando a competitividade da produção brasileira. A ferrovia melhora o transporte, ajuda o meio ambiente, reduz custos e impulsiona o desenvolvimento econômico do país”, disse.
O presidente do conselho de administração da Cosan, Rubens Ometto, ressaltou o impacto da integração logística. “É uma parceria que mostra o que o Brasil é capaz de fazer quando iniciativa privada e poder público trabalham juntos. Esse projeto conecta a produção de Mato Grosso ao Porto de Santos e ao mundo. É a verdadeira ferrovia do grão, que também traz fertilizantes, exporta algodão e movimenta a indústria do etanol. Essa entrega representa muito mais do que novos trilhos, gera empregos e cria condições para que as pessoas construam aqui as suas vidas”, pontuou.
O ministro dos Transportes, George Santoro, parabenizou os envolvidos. “Essa obra representa um avanço importante para a logística do país e para o setor produtivo”, disse.
O TERMINAL FERROVIÁRIO – As obras tiveram início em novembro de 2022 e mobilizaram mais de 65 empresas contratadas e cerca de 5 mil trabalhadores. Somente na construção do terminal, foram gerados mais de 800 empregos diretos e indiretos.
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