Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que além do recorde de bovinos abatidos no primeiro semestre – como já noticiado pelo MT Econômico – as exportações de soja também tiveram recorde e estabeleceram nova marca histórica para o período. O estado embarcou mais de 24 milhões de toneladas (t), 5,15% acima do volume histórico do mesmo período do ano passado.
Os analistas do Imea explicam o contexto. As exportações brasileiras de soja registram recorde no primeiro semestre de 2026, conforme dados da Secretaria de Comércio exterior (Secex). Com a elevada produção da safra 2025/26, o escoamento da soja no Brasil somou 69,58 mi t no 1º semestre deste ano, volume 7,13% superior ao do 1º sem/25 e o maior da série histórica para o período.
“Já em Mato Grosso – maior produtor nacional do grão – as exportações somaram 24,06 mi t, 5,15% acima do mesmo período do ano anterior, representando 34,59% do total exportado pelo país”, destaca o Boletim Semanal do órgão.
Conforme os analistas, esse cenário reflete a elevada demanda externa pelo grão. Entre os destinos, a China permaneceu como principal compradora da soja mato-grossense, apesar de ter reduzido em 4,77% o volume importado em relação ao 1º sem/25. “Mesmo com a menor participação do país asiático nas compras, outros mercados ampliaram sua presença, com aumento de 42,25% das aquisições pelos outros cinco principais países importadores”.
Para o 2º semestre, a expectativa é de redução dos embarques, em função da menor disponibilidade de soja no mercado, movimento típico do período e já esperado por especialistas.
MAIS UM RECORDE – O esmagamento de soja em Mato Grosso registrou novo recorde de processamento no primeiro semestre de 2026, totalizando 7,02 milhões t, alta de 4,53% em relação ao primeiro semestre de 2025. O resultado foi impulsionado pelo aumento na demanda para produção de biodiesel, somada à demanda externa aquecida pelos coprodutos da soja. Nesse sentido, as exportações mato-grossenses de derivados da soja apresentaram cenário positivo no período.” Entre jan/26 e jun/26, o estado embarcou 4,59 milhões t (farelo e óleo), volume 8,94% superior ao registrado no mesmo período de 2025”.
Em relação aos destinos, a Argélia seguiu como principal compradora do óleo de soja do estado, respondendo por 38,08% do total embarcado pelo estado, enquanto a Indonésia liderou as aquisições de farelo de soja, com participação de 24,65%. Diante da produção recorde nas últimas safras, as indústrias esmagadoras ampliaram o processamento, contribuindo para absorver parte da elevada oferta de soja, apontam os analistas do Imea.
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