Conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação medida fechou outubro com alta de 0,42% ante um avanço de 0,16% em setembro. A inflação de 0,42% em outubro fez a taxa acumulada em 12 meses subir de 2,54% em setembro para 2,70%. No entanto, a taxa acumulada no ano de 2017, de 2,21%, é a mais baixa para o período de janeiro a outubro desde 1998, quando ficou em 1,44%. Em outubro do ano passado, o IPCA tinha ficado em 0,26%.
As famílias brasileiras voltaram a gastar menos com alimentação em outubro pelo sexto mês consecutivo. O grupo Alimentação e Bebidas saiu de uma queda de 0,41% em setembro para recuo de 0,05% no último mês, segundo os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
ALIMENTOS
"A última vez que alimentos tiveram seis recuos seguidos de preços foi em 1997, de abril a setembro", lembrou Fernando Gonçalves, gerente da Coordenação de Índices de Preços ao Consumidor. "Mas a gente percebe que alimentos estão com tendência já de subida (de preços)", completou.
O grupo Alimentação, que responde por 25% das despesas das famílias, ajudou menos a conter a inflação, com uma contribuição de -0,01 ponto porcentual para o IPCA de 0,42% de outubro, após um impacto de -0,10 ponto porcentual em setembro.
Os alimentos para consumo em casa passaram de uma queda de 0,74% em setembro para recuo de 0,17% em outubro. A desaceleração no ritmo de queda teve influência do encarecimento de itens importantes no consumo das famílias, como a batata-inglesa, que passou de -8,06% em setembro para 25,65% em outubro, e o tomate, de -11,01% em setembro para 4,88% em outubro.
Por outro lado, houve redução no último mês nos preços do feijão-mulatinho (-18,41%), alho (-7,69%), feijão-carioca(-3,29%), açúcar cristal (-3,05%), leite longa vida (-2,99%) e arroz (-1,14%).
A alimentação em casa registrou desde uma queda de 1,08% no Recife até um avanço de 0,61% em Curitiba.
Já a alimentação fora do domicílio teve alta de 0,16% em outubro Os preços foram desde uma queda de 1,46% no Rio de Janeiro até uma alta de 2,55% em Belém.
PASSAGENS AÉREAS
O encarecimento das passagens aéreas puxou a alta de 0,49% nas despesas das famílias com Transportes em outubro, segundo os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As tarifas aéreas subiram 7,19%, o equivalente a um impacto de 0,03 ponto porcentual sobre a alta de 0,42% no IPCA do mês.
Os combustíveis também aumentaram em outubro. O etanol ficou 1,13% mais caro, o equivalente a uma contribuição de 0,01 ponto porcentual sobre a inflação, e a gasolina subiu 0,24%, também um impacto de 0,01 ponto porcentual.
O aumento de 7,19% nas passagens aéreas em outubro foi mais brando que o de setembro (21,90%), mas ainda pressionou a inflação de Serviços dentro do IPCA.
A inflação passou de 0,50% em setembro para 0,37% em outubro. A taxa acumulada em 12 meses diminuiu de 4,99% para 4,88% no período.
Por outro lado, os aumentos na energia elétrica (3,28%) e no gás de botijão (4,49%) puxaram a aceleração da inflação de bens e serviços monitorados, que passou de 0,24% em setembro para 0,98% em outubro.
A taxa acumulada em 12 meses pela inflação de bens e serviços monitorados subiu de 6,12% em setembro para 6,59% em outubro.
INPC
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve um avanço de 0,37% em outubro, após a deflação de 0,02% registrada em setembro, segundo dados divulgados na manhã de ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Como resultado, o índice acumulou uma elevação de 1,62% no ano. A taxa acumulada em 12 meses foi de 1,83%. Em outubro do ano passado, o INPC registrado 0,17%.
O INPC mede a variação dos preços para as famílias com renda de um a cinco salários mínimos e chefiadas por assalariados.

