Segundo a análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), em 2025, o Custo Operacional Efetivo (COE) para a produção de leite em Mato Grosso aumentou 3,72% em relação a 2024 e ficou em R$ 1,46 por litro.
O avanço do custo esteve ligado ao aumento das despesas com suplementação mineral e aquisição de animais, que registraram altas de 11,65% e 11,48%, respectivamente. No mesmo período, o preço do leite pago ao produtor no estado foi cotado, em média, a R$ 2,19 por litro, o que resultou em margem bruta positiva de R$ 0,74 por litro.
No entanto, ao considerar o Custo Operacional Total (COT), que inclui depreciações e mão de obra familiar, o valor chegou a R$ 2,39 por litro, o que levou a margem do produtor para -R$ 0,19 por litro, segundo o Imea.
De acordo com o instituto, com a redução nos preços dos insumos para alimentação, como milho e farelo de soja, a perspectiva é de melhora na margem do produtor no curto prazo, considerando o aumento da produção de leite registrado no último trimestre de 2025.
Neste mês, conforme já noticiado pelo MT Econômico, com base em estudo técnico do Observatório de Mato Grosso, foi apresentado um raio-x do segmento. Os dados mostram que Mato Grosso acumula queda de 41% na produção de leite nos últimos dez anos, enquanto os cinco maiores produtores do país registraram crescimento no mesmo período. O rebanho de vacas ordenhadas recuou 56% na última década, colocando o estado na 16ª posição nacional, com apenas 1,74% do total brasileiro. Atualmente, o setor conta com 140 estabelecimentos em 66 municípios, responsáveis por 1.870 empregos formais, sendo 88% concentrados na fabricação de laticínios. (Redação com Agrolink)
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