Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), o custo de produção do sistema de cria da bovinocultura de corte registrou alta em 2025. Dados do Projeto de Custo de Produção Agropecuário (CPA), do Senar, em parceria com o Imea, apontam que o Custo Operacional Total avançou 29,33% no comparativo anual, encerrando o ano com média de R$ 282,29 por arroba. O aumento foi influenciado pelas elevações de 27,68% no grupo de custeio e de 19,68% nas depreciações.
No mesmo período, o preço do bezerro de 7 arrobas apresentou valorização de 38,70%, com média de R$ 397,35 por arroba, movimento que garantiu margem média de R$ 115,05 por arroba ao pecuarista.
O resultado representa crescimento de 68,70% em relação à margem observada em 2024 e marca o primeiro avanço anual desde 2021. De acordo com a análise, “diante da melhora nas cotações do bezerro, a tendência para 2026 é o início de um movimento de retenção de fêmeas”, o que deve reduzir a oferta e contribuir para a sustentação dos preços e das margens ao longo do próximo ano.
MERCADO – Segundo a Secex, até a 3ª semana de jan/26 (11 dias úteis), as exportações brasileiras de carne bovina in natura totalizaram 126,26 mil toneladas, com média de envios diários de 11,48 mil toneladas, avanço de 40,03% em relação à média observada em jan/25. Em termos de receita, o faturamento alcançou US$ 699,95 milhões, com média diária de US$ 63,63 milhões, representando alta de 54,38% na comparação anual. “Esse desempenho foi impulsionado, também, pela valorização do preço médio da tonelada exportada, que atingiu US$ 5.544,01, incremento de 10,25% no mesmo comparativo. Dessa forma, o resultado parcial reflete a demanda externa firme pela carne bovina brasileira, aliada à competitividade do produto nacional que tem acelerado o ritmo dos embarques no início de 2026, sustentando tanto o volume exportado quanto a receita do setor”, avaliam os analistas do Imea.
Entre no GRUPO DE WHATSAPP e acompanhe mais notícias relevantes sobre Agronegócio e Indústria

