A cesta básica em Cuiabá teve queda de 2,40% no mês de setembro comparada com o valor de agosto. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), se somado os 9 meses de 2017 o recuo é de 13,91% e nos últimos 12 meses, -19,11%, a maior queda registrada no país.
Conforme a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, em setembro a cesta básica de Cuiabá teve em média, custo de R$ 366,94 ficando em 11º no ranking que apontam as cestas mais caras entre as capitais do Brasil.
No Centro-todas as capitais tiveram recuo entre janeiro e setembro sendo Cuiabá (-13,91%), Campo Grande (-11,96%) e Brasília (-11,28%).
No Nordeste houve reduções mensais mais significativas:Maceió (-5,22%), Fortaleza (-4,85%), João Pessoa (-4,62%), Salvador (-4,09%), São Luís (-3,97%) e Natal (-3,64%). A única alta foi observada em Campo Grande (1,17%).
A cesta básica mais cara registrada foi de Porto Alegre que ficou R$ 436,68, depois São Paulo R$ 421,02 e Florianópolis no valor de R$ 419,17. As menores são de Salvador no valor de R$ 318,52, de Natal R$ 323,90 e de Recife R$ 328,63.
Dos 13 itens que compõe a cesta básica, cinco deles registraram alta e o restante redução na comparação com os preços de agosto. A alta mais significativa foi da carne, 2,35% e o maior recuo foi do tomate, -22,47%.
O Dieese considera a cesta básica composta por 13 itens suficiente para alimentar uma família de quatro pessoas. Na Capital, os produtos tiveram o seguinte comportamento no mês passado: Na Capital, os alimentos tiveram a seguinte movimentação no mês de junho: carne (+2,35%), leite (-1,84%), feijão (-14,13%), arroz (+0,34%), farinha (+1,17%), batata (-7,94%), tomate (-22,47%), pão (+0,10%), café (-0,62%), banana (-0,88%), açúcar (-6,02%), óleo (-1,47%) e manteiga (+2%).
ORÇAMENTO – Com base na cesta mais cara, que, em setembro, foi a de Porto Alegre, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em setembro de 2017, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.668,55, ou 3,92 vezes o mínimo de R$ 937. Em agosto de 2017, o piso mínimo necessário correspondeu a R$ 3.744,83, ou 4 vezes o mínimo vigente. Em setembro de 2016, o salário mínimo necessário foi de R$ 4.013, 08 ou 4,56 vezes o piso em vigor, que equivalia a R$ 880.

