Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), revelam que a demanda global aquecida reforça – e sustenta – a alta na arroba do boi gordo em Mato Grosso, na parcial de março/26. O Estado detém o maior rebanho bovino do Brasil.
Nesse período, a valorização no estado superou a praça paulista. Como apontam os analistas, na 1ª quinzena de março/26, a arroba em Mato Grosso manteve alta de 10,21% frente à média de fevereiro/26, chegando a US$ 65,40/@. Em São Paulo, a cotação atingiu US$ 69,60/@, avanço de 5,75% sobre fev/26.
“Esse movimento no mercado nacional, tem sido sustentado pelos embarques firmes no período. Em movimento similar, no mercado internacional, também houve valorização: 8,96% na Argentina (US$ 71,47/@), 4,62% no Uruguai (US$ 84,27/@) e 3,21% na Austrália (US$ 95,30/@). Nos Estados Unidos, o preço do boi caiu 2,05% no mesmo comparativo, ficando cotado a US$ 140,24/@. Além disso, a instabilidade no Oriente Médio tem afetado rotas logísticas e pressionado os preços dos fretes e custos de transporte, além de elevar os preços dos combustíveis e dos seguros das embarcações, movimento que pode refletir no aumento dos preços da carne bovina exportada”.
CRIA – Na semana de 13/03/26, o preço do bezerro de 7@, em Mato Grosso, foi negociado em média, a R$ 3.130,80/cabeça (R$ 14,91/kg), registrando queda de 4,35% no comparativo semanal, após ter sido comercializado em patamar mais elevado na semana de 06/03/26, quando esteve cotado a R$ 3.274,20/cabeça (R$ 15,59/kg). “Apesar da retração na comparação semanal, quando analisado o período quinzenal, o mercado do bezerro ainda segue apresentando viés positivo”.
Na 1ª quinzena de março/26, o indicador registrou valorização de 4,39% frente ao mesmo período de fevereiro/26, sendo cotado, em média, a R$ 3.203,00/cabeça (R$ 15,25/kg). Dessa forma, esse cenário indica que, mesmo com o recuo na última semana, a demanda pela categoria permanece firme, favorecida pelas boas condições das pastagens no estado em decorrência do período chuvoso.
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