Mato Grosso teve mais uma semana marcada por chuvas intensas em praticamente todos os núcleos regionais, impactando a colheita da soja, atrasando aplicações, adubações e tratos culturais, além de provocar a necessidade de replantio em bordaduras e talhões com excesso de umidade, como frisa a Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (AMPA).
Até o último dia 13, o plantio do algodão encontrava-se praticamente concluído na maior parte das regiões (entre 95% e 100%), embora ainda haja áreas pontuais em fase de finalização. As lavouras implantadas apresentam, de modo geral, bom estande e desenvolvimento inicial satisfatório. No entanto, observa-se forte pressão da doença conhecida como “mela” (Rhizoctonia solani), favorecida pelo encharcamento do solo, além de perdas localizadas e aumento dos custos operacionais.
No manejo fitossanitário, o monitoramento segue intensificado, com presença recorrente de bicudo-do-algodoeiro, mosca-branca, lagartas do gênero Spodoptera, tripes, pulgões e outras pragas iniciais, mantendo as equipes em alerta para evitar aumento populacional. Apesar das limitações climáticas, o controle permanece dentro da normalidade, com adoção de manejo integrado e práticas culturais como eliminação de tigueras e instalação de armadilhas.
De forma geral, o cenário é de safra avançando dentro do esperado, porém sob forte atenção técnica devido ao excesso de chuvas, aos atrasos operacionais e ao maior risco fitossanitário nas áreas recém-estabelecidas.
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