A safra 2025/26 de soja, em Mato Grosso, pode ter uma oferta menor, mesmo com área plantada recorde. O plantio mais rápido dos últimos cinco anos, não foi garantia de bons resultados.
Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a nova área cultivada com soja, segundo projeções do órgão, é recorde: 13,01 milhões de hectares (ha), crescimento de 1,67% frente à safra anterior. “Esse avanço moderado reflete a postura mais cautelosa dos produtores diante do aumento nos custos de produção da temporada. Contudo, embora a semeadura tenha começado no ritmo mais acelerado dos últimos cinco anos, a estiagem e as altas temperaturas registradas em diversas regiões reduziram o indicador para níveis abaixo da média histórica e elevaram as preocupações quanto ao desenvolvimento das lavouras, sobretudo daquelas que enfrentaram estresse hídrico nas fases iniciais”, resumem os analistas.
Apesar da expansão da superfície, a produtividade média foi projetada em 60,45 sc/ha, queda de 8,81% frente ao ciclo 2024/25 – também com área recorde -, o que reduziu a produção em 7,29%, ficando prevista em 47,18 milhões de toneladas (t).
Quanto à comercialização da safra 2025/26, até novembro/25 cerca de 38,42% da produção prevista havia sido negociada, atraso de 2,67 pontos percentuais (p.p.) ante ao mesmo período da safra passada. Por fim, com a menor oferta prevista, somada ao maior consumo das indústrias esmagadoras, as exportações de soja do estado foram projetadas em 29,33 milhões t.
O PLANTIO – Os analistas lembram que a semeadura da nova soja foi encerrada somente no último dia 5, quando atingiu 100% dos 13 milhões de ha projetados em Mato Grosso. “O início das atividades foi marcado pelo ritmo mais acelerado dos últimos cinco anos, favorecido pelos acumulados de chuvas no início das atividades. No entanto, o final de outubro foi caracterizado por um período de estiagem e temperaturas altas, gerando preocupações quanto ao desenvolvimento das lavouras. Esse cenário resultou em desaceleração das atividades a campo, levando o indicador a ficar abaixo da média histórica recente”.
Entre as regiões, a centro-sul, nordeste e sudeste foram as mais afetadas pela irregularidade das chuvas, o que impactou o ritmo dos trabalhos e fez com que concluíssem a semeadura apenas no início de dezembro.
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