De acordo com uma pesquisa da KPMG, a região do Centro-Oeste apresentou, nos nove meses deste ano, uma diminuição de 25% nas operações em fusões e aquisições. Os estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal apontaram 27 operações entre janeiro e setembro, enquanto no mesmo período de 2024, foram concretizados 36 negócios.
“A retração nas operações de fusões e aquisições no Centro-Oeste está diretamente relacionada ao desaquecimento de setores econômicos tradicionais da região, como agronegócio e construção. A volatilidade de preços de commodities e o ambiente de crédito mais restritivo levaram as empresas a adotarem uma postura mais conservadora em suas estratégias de expansão e investimento”, destaca o sócio de mercados regionais da KPMG no Brasil, Pietro Moschetta.
BRASIL: 3º TRIMESTRE TEVE O MELHOR DESEMPENHO DO ANO – No terceiro trimestre deste ano, foram fechadas no Brasil 425 operações de fusões e aquisições (sendo 203 de private equity e venture capital). Este foi o melhor trimestre de 2025, já que nos períodos anteriores foram concretizados 330 (primeiro) e 409 (segundo) negócios.
Já no acumulado de nove meses deste ano, foram finalizadas 1.164 operações de fusões e aquisições, uma leve queda de 2,6% em relação aos mesmos meses de 2024, quando houve 1.196 transações, indicando um cenário de estabilidade. Se considerarmos apenas os negócios envolvendo fundos de investimentos de private equity e venture capital, foram 566 (48,6% do total) contra 497 (41,6%), no acumulado dos respectivos períodos, um aumento de mais de 13%.
“A queda no número de fusões foi pequena e podemos considerar um cenário estável. Isso se deve ao contexto macroeconômico brasileiro que não está favorável, principalmente, relacionado à parte fiscal, assim como as taxas de juros brasileiras e mundiais. Por isso, não houve uma recuperação significativa em relação ao ano passado, apesar de o ticket médio por transação estar crescendo. Por outro lado, aumentou a participação de fundos de investimentos no total de operações concretizadas”, analisa o sócio da KPMG, Paulo Guilherme Coimbra.
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