O consumo nos lares encerrou 2025 com alta de 3,68%, resultado muito próximo ao registrado em 2024 (3,72%), indicando a manutenção de um patamar elevado de crescimento ao longo de dois anos consecutivos. É o que aponta o levantamento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). O desempenho reflete um mercado de trabalho mais aquecido, com redução gradual da taxa de desemprego, avanço real da renda e inflação de alimentos mais controlada.
Na leitura mensal, o consumo das famílias avançou 15,69% em dezembro na comparação com novembro, acima do resultado registrado no mesmo período de 2024 (12,81%). Na comparação interanual, o crescimento foi de 9,52%, também superior ao de dezembro do ano anterior (7,23%). Os dados são deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e contemplam o desempenho de todos os formatos de supermercados.
PROJEÇÕES PARA 2026 – Para este ano, a expectativa é de um consumo das famílias sustentado por estímulos relevantes à renda, embora condicionado por um ambiente financeiro ainda restritivo. A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, o reajuste real do salário-mínimo, a manutenção de programas de transferência e apoio à renda devem reforçar o poder de compra, com impacto mais perceptível ao longo do ano. “Esses impulsos tendem a reforçar o consumo nos primeiros meses do ano, sobretudo entre famílias de menor renda, que têm maior propensão a consumir e peso significativo no varejo alimentar”, analisa o vice-presidente da Abras, Marcio Milan.
Além disso, a manutenção da taxa Selic em patamar elevado tende a manter o crédito mais seletivo e o consumo mais cauteloso ao longo do ano. (Com GiroNews)

