Pesquisa mensal do FipeZap de locação residencial, divulgada recentemente, mostra que Cuiabá registrou, em 2025, uma das maiores altas no valor do aluguel residencial. A capital de Mato Grosso contabilizou de janeiro a novembro variação de 12,63%, ficando em sétimo lugar entre as capitais do país, superando a média nacional. Morar de aluguel tem pesado cada vez mais no bolso dos brasileiros e dos cuiabanos.
Entre janeiro e novembro deste ano, o preço da locação residencial acumulou alta de 8,70%, enquanto o valor dos imóveis disponíveis para compra avançou 6,22% no mesmo período.
No mesmo recorte temporal, a inflação oficial do país, medida pelo IPCA, ficou em 3,92% — menos da metade da variação registrada no preço do aluguel. Já o IGP-M, tradicionalmente utilizado para reajustar contratos de locação, apresentou queda de 1,03%.
O levantamento também apontou que todas as 22 capitais registraram aumento no valor do aluguel este ano. Entre as dez maiores altas, cinco ocorreram em cidades do Nordeste.
Alta nos preços de locação:
| Posição | Capital | Variação (%) |
| 1 | Aracaju | +21,04% |
| 2 | Teresina | +19,57% |
| 3 | Belém | +15,54% |
| 4 | João Pessoa | +14,36% |
| 5 | Vitória | +13,24% |
| 6 | Belo Horizonte | +12,65% |
| 7 | Cuiabá | +12,63% |
| 8 | Salvador | +11,20% |
| 9 | Fortaleza | +11,03% |
| 10 | Curitiba | +10,96% |
| 11 | Recife | +9,93% |
| 12 | Maceió | +9,76% |
| 13 | Rio de Janeiro | +9,75% |
| 14 | Florianópolis | +9,34% |
| 15 | São Luís | +8,77% |
| 16 | Porto Alegre | +8,28% |
| 17 | Natal | +7,47% |
| 18 | São Paulo | +7,46% |
| 19 | Goiânia | +5,31% |
| 20 | Brasília | +4,55% |
| 21 | Manaus | +0,67% |
| 22 | Campo Grande | +0,39% |
Fonte: FipeZap
Segundo Gabriela Domingos, especialista em inteligência de mercado do Grupo OLX, responsável pelo levantamento, alguns fatores contribuem para que o aumento dos preços de locação esteja superior ao de venda no acumulado do ano.
Primeiro, há o reflexo do aquecimento do mercado de aluguéis em 2025. Ela aponta que o cenário dos altos juros de financiamento imobiliário e a escassez de recursos da poupança tornaram o processo de aquisição de imóvel mais desafiador, levando uma parcela da população a adiar a compra e, consequentemente, a aumentar a demanda por aluguel.
A economista pondera que outro fator relevante está associado ao bom desempenho do mercado de trabalho, evidenciado pela baixa taxa de desocupação. “Com mais pessoas empregadas, os repasses pedidos pelos proprietários dos imóveis podem ser absorvidos pelos potenciais inquilinos”, detalha.
Para o levantamento, o FipeZap acompanha os preços de locação de apartamentos prontos em 36 cidades brasileiras, com base em informações de anúncios veiculados na Internet. (Com Valor Invest)
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