Dados do Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios, divulgados ontem (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que a capital mato-grossense foi o 20º município do país que mais ganhou participação no PIB nacional na passagem de 2022 para 2023 ao somar R$ 39,05 bilhões. Dentro do estado, é o maior PIB, performando mais que o dobro da cidade estadual com a segunda maior economia local, que é Rondonópolis com R$ 16,56 bilhões.
Em 2023, Cuiabá representou 14,30% de toda a riqueza gerada em Mato Grosso, além de 3,37% do PIB do Centro-Oeste e 0,36% da economia nacional. O Produto Interno Bruto (PIB),que ésoma de bens e serviços produzidos no Brasil, em 2023, integra a publicação PIB dos Municípios 2022-2023, feita em parceria com os órgãos estaduais de estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).
No ranking estadual com as dez maiores economias, apenas Cuiabá e Várzea Grande têm sua riqueza gerada fora do ‘eixo agro’. As oito restantes estão entre os maiores produtores nacionais de grãos e fibra do Brasil.
Além de Cuiabá, outros municípios estratégicos impulsionam a economia estadual. Rondonópolis aparece como o segundo maior PIB de Mato Grosso, seguido por Várzea Grande e Sorriso, demonstrando a força combinada do setor de serviços, da indústria e do agronegócio.
Apesar da concentração econômica, o estudo também aponta desigualdades. Entre os 30 municípios de menor PIB do Centro-Oeste, cinco são de Mato Grosso, incluindo Araguainha e Ponte Branca, com economias abaixo de R$ 50 milhões, evidenciando os desafios de desenvolvimento regional.
No recorte nacional, Cuiabá foi o único município mato-grossense entre os 100 maiores PIBs do país, ocupando a 36ª posição, com avanço de sete colocações em relação a 2021. O dado reforça o peso da capital em um país onde apenas 11 cidades concentram mais de 25% de toda a economia brasileira.
Quando o indicador analisado é o PIB per capita, Mato Grosso ganha destaque nacional. Em 2023, 79 dos 141 municípios do estado (56%) apresentaram renda per capita acima da média nacional, que foi de R$ 53.886,67. Cuiabá, nesse ranking, ocupou a 8ª colocação entre as capitais, com PIB per capita de R$ 59.997,13.
Municípios de forte base agrícola, como Santa Rita do Trivelato, lideram os rankings nacionais de PIB per capita, reflexo direto da produção de commodities, especialmente soja. Dos 100 maiores PIBs per capita do Brasil, 20 estão em Mato Grosso, consolidando o estado como um dos mais produtivos do país.
Ranking – Maiores PIBs Municipais de Mato Grosso (2023)
Cuiabá – R$ 39,05 bilhões
Rondonópolis – R$ 16,56 bilhões
Várzea Grande – R$ 13,98 bilhões
Sinop – R$ 11,73 bilhões
Primavera do Leste – R$ 8,57 bilhões
Lucas do Rio Verde – R$ 8,23 bilhões
Campo Novo do Parecis – R$ 7,91 bilhões
Nova Mutum – R$ 7,64 bilhões
Sapezal – R$ 6,41 bilhões
BRASIL – Conforme o IBGE, 25 municípios representaram 34,2% do PIB do Brasil. As três primeiras cidades no topo da lista são São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. De acordo com o analista do IBGE, Luiz Antonio do Nascimento de Sá, essas três cidades se mantêm nas primeiras posições desde o início da série histórica, em 2002, mas vêm perdendo participação gradativamente ao longo dos anos.
O bom desempenho do setor de serviços impulsionou as capitais a aumentar participação no PIB em 2023: São Paulo teve o maior ganho de participação (0,4 ponto percentual-p.p), chegando a 9,7% do PIB nacional, seguido por Brasília, Porto Alegre e Rio de Janeiro, com aumentos de 0,1 p.p., cada. Belo Horizonte variou próximo a 0,1 p.p. e permaneceu entre as capitais com maior peso.
O município que apresentou o menor PIB per capita do país foi Manari (PE), com R$ 7.201,70. Quatro dos cinco menores estavam no Maranhão: Nina Rodrigues, com R$ 7.701,32; Matões do Norte, com R$ 7.722,89; Cajapió, com R$ 8.079,74; e São João Batista, com R$ 8.246,12.
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