O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE divulgou, na última sexta-feira (20), os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios-Contínua (PNAD-C) referente ao último trimestre de 2025. A taxa de desocupação no país foi estimada em 5,1% no último trimestre de 2025. No estado de Mato Grosso foi de 2,4% (50 mil pessoas), a segunda menor do país, patamar também registrado pelos estados de Mato Grosso do Sul e do Espírito Santo. Apenas Santa Catarina apresentou índice inferior, com 2,2%.
O terceiro menor resultado foi observado em Rondônia (2,6%). Na outra ponta, as maiores taxas de desocupação no quarto trimestre de 2025 foram as de Pernambuco (8,8%), Amapá (8,4%) e dos estados do Piauí, Alagoas e Bahia, todos com 8%. A taxa de desocupação em Cuiabá foi de 2,9% no último trimestre de 2025, sem variação significativa em relação ao trimestre anterior e ao mesmo período de 2024.
Além dos resultados trimestrais, a PNAD‑C trouxe também a retrospectiva anual de 2025 sobre o mercado de trabalho. No consolidado do ano, o Brasil registrou queda na taxa média de desocupação, enquanto Mato Grosso se destacou nacionalmente ao apresentar o menor índice entre todas as unidades da federação. A taxa anual de desocupação do país fechou 2025 em 5,6%, representando queda de 1,0 ponto percentual em relação à média de 2024 (6,6%). No recorte regional, Mato Grosso apresentou o menor índice de desocupação do Brasil no ano, estimado em 2,2%. Na sequência, aparecem Santa Catarina, com 2,3%, e Rondônia, com 3,0%. Na outra ponta, o Piauí apresentou a maior taxa de desocupação anual, alcançando 9,3%. Em segundo lugar, Bahia e Pernambuco dividiram a mesma posição, ambos com 8,7%, seguidos pelo Amazonas, que registrou taxa de 8,4%.
DETALHES – Conforme a PNAD, Mato Grosso encerrou o período com população em idade de trabalhar estimada em 3,01 milhões de pessoas. Desse total, 2,07 milhões integravam a força de trabalho, sendo que 2,02 milhões de pessoas estavam ocupadas. As pessoas desocupadas eram 50 mil, um aumento de 3,5% (2 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e redução de 3,7% (2 mil pessoas) em relação ao mesmo período de 2024. A população fora da força de trabalho alcançou 947 mil pessoas, com alta de 0,7% (7 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior e aumento 6,2% ou 56 mil pessoas em comparação ao quarto trimestre de 2024.
PESSOAS OCUPADAS – Em Mato Grosso, segundo a PNAD-C, entre os meses de outubro a dezembro de 2025, no setor da Agricultura, havia 248 mil pessoas ocupadas, avanço de ocupação em 0,9% frente ao trimestre imediatamente anterior e aumento de 16,7% em relação ao mesmo período de 2024.
Entre os setores de transporte, armazenagem e correio havia 122 mil pessoas ocupadas, alta de 5,6% frente ao trimestre anterior e aumento de 9,5% se comparado ao último trimestre de 2024. No setor de Administração Pública, Defesa, Educação e Saúde eram 321 mil pessoas ocupadas, no estado, apresentando crescimento de 3,3% em relação ao trimestre anterior. Por outro lado, na Indústria Geral havia 186 mil pessoas ocupadas no período, uma redução de 8,1% (menos 16 mil pessoas) em relação ao trimestre imediatamente anterior.
Apesar do recuo trimestral, na comparação com o mesmo trimestre de 2024, o setor apresentou alta de 9,1% no contingente ocupado. No Comércio, havia 448 mil pessoas ocupadas, representando queda de 7,7% frente ao trimestre anterior. Na comparação anual, o setor ainda apresentou variação negativa de 10,6%, já que no mesmo trimestre de 2024 o total de ocupados era de 501 mil pessoas. Na atividade de Construção, a PNAD-C contabilizou 166 mil trabalhadores ocupados, no estado, apresentando retração de 2,8% em relação ao trimestre anterior. Na comparação anual, observou-se redução mais acentuada, de 7,8% frente ao mesmo período de 2024.
RENDIMENTO MÉDIO REAL HABITUAL DE TODOS OS TRABALHOS – O rendimento médio real habitual de todos os trabalhos entre outubro e dezembro de 2025 em Mato Grosso foi de R$ 3.894, enquanto o rendimento médio na Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá foi de R$ 3.926. Na capital Cuiabá, o rendimento médio foi de R$ 4.294, no período.
O número de pessoas ocupadas no setor privado foi estimado em 868 mil com carteira assinada, no quarto trimestre de 2025 e não apresentou variação estatisticamente significativa em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e, também, em relação ao trimestre anterior.
SEM CARTEIRA – Estimados em 224 mil pessoas, o número de empregados sem carteira assinada no setor privado, não apresentou variação estatisticamente significativa nos dois trimestres de investigação da pesquisa.
TRABALHADOR DOMÉSTICO – No quarto trimestre de 2025, a PNAD-C apurou, na categoria de Trabalhador Doméstico, 136 mil pessoas ocupadas em Mato Grosso. Desse total, 43 mil tinham carteira assinada, o que representa um aumento de 12,9% (5 mil pessoas a mais) em relação ao trimestre anterior e uma expansão de 40% (12 mil pessoas a mais) frente ao mesmo trimestre de 2024. Entre os trabalhadores sem carteira assinada, foram estimadas 92 mil pessoas ocupadas, uma variação positiva de 2,2% na comparação com o trimestre imediatamente anterior. Já em relação ao quarto trimestre de 2024, observou-se uma queda de 6,3% nesse grupo.
SUBOCUPAÇÃO POR INSUFICIÊNCIA DE HORAS TRABALHADAS – A subocupação por insuficiência de horas trabalhadas atingiu 31 mil pessoas, queda de 5 mil ou –13,6% frente ao trimestre jul–ago–set de 2025.
POPULAÇÃO FORA DA FORÇA DE TRABALHO – A população fora da força de trabalho, citada anteriormente e estimada em 947 mil pessoas, inclui também dois subgrupos: a população na força de trabalho potencial e os desalentados. A População na força de trabalho potencial totalizou 47 mil pessoas, alta de 5 mil (11,9%) na comparação trimestral. Os desalentados somaram 17 mil, pequena redução em relação ao trimestre anterior (–1 mil) e queda mais expressiva na comparação anual (–2 mil, ou –8,5%).
INDICADORES DE SUBUTILIZAÇÃO – As pessoas desocupadas ou subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas somaram 81 mil, queda de 3 mil na comparação trimestral e recuo de 10 mil frente a 2024. Os desocupados ou subocupados por insuficiência de horas trabalhadas ou na força de trabalho potencial chegaram a 129 mil pessoas, aumento de 14 mil em relação ao trimestre anterior. Na força de trabalho ampliada, que incorpora desocupados, subocupados por insuficiência de horas e pessoas na força de trabalho potencial, o total estimado foi de 2,12 milhões de pessoas, aumento de 15 mil na comparação trimestral.
INFORMALIDADE EM MATO GROSSO – Em Mato Grosso, a informalidade foi de 33,7% no quarto trimestre de 2025, o que corresponde a 683 mil pessoas de 14 anos ou mais em situação de trabalho informal. Entre os estados da Região Centro-Oeste, o Distrito Federal apresentou a menor taxa (27,1%), seguido de Mato Grosso do Sul (30,8%). Goiânia registra o maior índice da Região, com 35,1% de informalidade. No país, Santa Catarina possui a menor taxa, com 25,7%, e a maior taxa Maranhão, com 57,3%.

