O Brasil já soma 83,3 milhões de inadimplentes, o equivalente a 5 em cada 10 adultos, segundo o Mapa da Inadimplência da Serasa. Em Mato Grosso, são 1,5 milhão de pessoas negativadas, com mais de 7,9 milhões de dívidas que ultrapassam R$ 12 bilhões. Bancos e cartões de crédito seguem como os principais responsáveis pelas pendências financeiras.
Em meio ao avanço da inadimplência, a Serasa ampliou as condições de negociação com ofertas do Novo Desenrola Brasil e mais de 34 milhões de acordos com cupons de desconto. Em Mato Grosso, cerca de 185 mil consumidores podem acessar mais de 488 mil ofertas com descontos extras de até R$ 200 para pagamentos à vista.
Os dados reforçam a pressão do endividamento sobre o orçamento das famílias brasileiras, especialmente em um cenário em que o setor financeiro segue como principal origem das pendências no país. Entre os segmentos das dívidas, bancos e cartões de crédito representam 27,5% do total de débitos, seguidos por contas básicas (21%) e financeiras (19,8%), empresas que concedem crédito, mas não se enquadram como bancos.
Em Mato Grosso, cerca de 185 mil consumidores possuem cupons de descontos disponíveis, totalizando aproximadamente 489 mil ofertas. De acordo com o mais recente Mapa da Inadimplência da Serasa, o estado já acumula 1,5 milhão de pessoas inadimplentes que, juntas, somam mais de 7,9 milhões de dívidas e acumulam R$12,7 bilhões de reais em débitos.
BRASIL – O volume de brasileiros inadimplentes segue crescendo e atingiu a marca histórica de 83,3 milhões de pessoas em abril. Com alta de 0,67% em relação ao mês anterior, são mais de 555 mil novos consumidores negativados, o que corresponde a 50,81% da população adulta do país.
Ao todo, os brasileiros acumulam 342 milhões de dívidas negativadas, somando mais de R$568 bilhões em débitos. O valor médio devido por pessoa chegou a R$6.814,39; mais de quatro vezes o salário-mínimo.
“O crescimento contínuo da inadimplência mostra que muitos brasileiros ainda enfrentam dificuldades para reorganizar o orçamento, especialmente diante do alto custo do crédito”, avalia Aline Maciel, diretora da Serasa. “Em muitos casos, o consumidor utiliza linhas emergenciais, como cartão de crédito e cheque especial, para cobrir despesas básicas ou lidar com perda de renda, o que pode acelerar o efeito bola de neve das dívidas.”
E completa: “Muitas pessoas querem negociar suas dívidas, mas ainda encontram barreiras para fechar acordos que realmente caibam no bolso. Por isso, estamos movimentando o mercado para ampliar descontos e o número de parceiros participantes, oferecendo condições mais acessíveis, que ajudam o consumidor a dar o primeiro passo para recuperar o controle da vida financeira”.