Em novembro, o preço médio do arroz caiu 34,5% na comparação com o mesmo período do ano passado, enquanto o feijão ficou 13,1% mais barato, segundo dados da Scanntech. Mesmo assim, o consumo seguiu em retração com as vendas em unidades recuando 1,7% para o arroz e 3,9% para o feijão, uma dinâmica recorrente ao longo de todo o ano de 2025.
Apesar da retração de 28,6% no preço médio, na comparação entre novembro de 2025 e o mesmo mês de 2024, o consumo recuou 2,7% em unidades, contribuindo diretamente para o segundo pior desempenho de faturamento da cesta de mercearia básica ao longo de 2025.
Mais do que um movimento pontual, os dados reforçam uma mudança estrutural no comportamento do consumidor. A redução do tamanho das famílias, a urbanização, rotinas aceleradas e a busca por praticidade, além de tendências de saudabilidade, são fatores que podem ajudar a explicar essa mudança.
Como já noticiado pelo MT Econômico, em outubro do ano passado, a oferta de arroz no mercado brasileiro será menor no ano que vem e os preços só devem aumentar para o produtor a partir de 2027. É que no Rio Grande do Sul, maior produtor brasileiro de arroz que responde por cerca de 70% da produção, os arrozeiros reduzem em até 15% o plantio na próxima temporada, desestimulados com as cotações em queda acentuada. Com as cotações em média R$ 5,00 por saca abaixo do custo de produção, a alternativa é diminuir a área plantada, reduzir estoques e esperar que a oferta menor traga recuperação dos preços, como defende a Federação dos Arrozeiros do estado, a Federarroz. (Com GiroNews)
