Junho ficou marcado por registrar o menor valor, em mais de 12 meses, para o litro do etanol hidratado em postos de combustíveis de Cuiabá e Várzea Grande: R$ 3,17, como o registrado pelo MT Econômico há poucos dias. Mas, a boa notícia vai ficando para estatísticas. Julho começa com preços reajustados, do dia para noite, em até R$ 0,60.
No final da semana passada, teve início um movimento de alta que assustou os motoristas. O mesmo posto onde o MT Econômico encontrou o valor de bomba a R$ 3,17, no dia 30 de junho, passou no dia 2 de julho a R$ 3,77. Mas há postos que não reduziram os preços, seguem comercializando o litro a R$ 3,79. Em mais um monitoramento do MT Econômico, pelas duas cidades, o menor valor visto foi de R$ 3,73.
No posto localizado na Avenida Vereador Aberlado, no bairro da Manga, onde valor fixado chegou a R$ 3,17, a frentista disse apenas que essa mínima durou cerca de um dia. Passou de R$ 3,47 para R$ 3,17 e agora foi a R$ 3,77. “Para aumentar assim, certamente o etanol chegou mais caro pro posto”.
Na mesma Avenida, o concorrente, comercializa o litro a R$ 3,79. Havia reduzido para R$ 3,17, mas, na última quinta-feira, reajustou o valor.
“Eu dei sorte. Abasteci o tanque a R$ 3,17. À noite, quando voltava para casa, vi que o mesmo posto já´ estava com o etanol a R$ 3,79”, contou a professora Ana Marta Lima.

MAIOR QUEDA DO PAÍS – Dados da mais recente análise do Índice de Preços Ticket Log (IPTL), o Centro-Oeste apresentou um cenário positivo para os motoristas da região. Com exceção da gasolina, todos os combustíveis registraram queda, liderada pelo etanol, que recuou 6,39% e fechou com preço médio de R$ 4,25, a maior retração do país no período. O diesel comum e o S-10 também seguiram a tendência de baixa, custando R$ 6,89 (-2,55%) e R$ 7,17 (-0,83%), respectivamente. Na contramão, a gasolina foi o único combustível a subir, com elevação de 0,15% e média de R$ 6,90.
No recorte estadual, o destaque foi Mato Grosso, que registrou a maior queda do etanol no país (-7,61%), comercializado a R$ 4,13. Por outro lado, o estado também apresentou os maiores valores da região para o diesel S-10 (R$ 7,33, apesar da leve baixa de 0,27%) e para a gasolina (R$ 6,98, alta de 0,14%). Já em Goiás, o diesel comum se destacou pelo menor preço médio do período: R$ 6,72 (queda de 2,89%). Por fim, mesmo sofrendo um reajuste de 1,51%, o Distrito Federal garantiu a gasolina mais barata da região, vendida a R$ 6,74.
“Observamos um cenário positivo em junho. Os motoristas da região finalmente ganharam uma trégua após meses de altas consecutivas provocadas pelos conflitos no Oriente Médio. O etanol ganhou destaque neste período pela queda superior a 6%. Com isso, o biocombustível foi apontado em todos os estados da região como a alternativa economicamente mais vantajosa para os motoristas,”, analisa Vinicios Fernandes, diretor de Unidades de Negócio na Edenred Mobilidade.



