O 13º salário chega anualmente como um alívio no orçamento de milhões de trabalhadores brasileiros, mas também como um momento decisivo: usá-lo sem planejamento pode ampliar as dívidas, enquanto decisões conscientes podem redefinir o início de 2026. A segunda parcela, ou abono natalino integral, deve ser pago (19).
Segundo Kaike Ribeiro, CEO da Finanto, o 13º deve ser visto como “uma oportunidade de reorganizar a vida financeira e não como um dinheiro extra para consumo imediatista”. Por isso, o executivo reuniu dicas práticas para quem deseja fazer o benefício render e, principalmente, evitar criar novas dívidas no próximo ano.
Priorize dívidas caras e renegociações inteligentes
As dívidas com maiores juros, como cartão de crédito e cheque especial, devem ser as primeiras da lista. Usar o 13º para quitá-las ou renegociá-las reduz a pressão financeira e libera espaço no orçamento. “Quitar ou reduzir dívidas de juros altos é um alívio imediato e um dos passos mais importantes para recuperar o controle financeiro”, explica Ribeiro.
Em alguns casos, quando o valor ainda é muito alto, trocar dívidas caras por opções de crédito mais acessíveis, como modalidades com juros menores, pode ser uma solução estratégica, desde que analisada com calma e acompanhada de planejamento.
Faça um orçamento consciente antes de gastar
Mapear todas as despesas do fim de ano e início de 2026 (como IPTU, IPVA e material escolar) evita que o benefício seja consumido antes de cobrir o que realmente importa.
Para Ribeiro, “o maior erro com o 13º é usá-lo sem direção. Quando criamos um plano, ele deixa de ser um bônus e se torna uma ferramenta”.
Reforce ou inicie uma reserva de emergência
No geral, a recomendação é guardar o equivalente a três a seis meses de gastos essenciais. Se isso ainda não é possível, destinar uma parcela do 13º já coloca a pessoa mais perto dessa meta.
“Uma reserva de emergência reduz a necessidade de recorrer a crédito caro em momentos difíceis. Ela é um pilar de liberdade financeira”, afirma Ribeiro.
Antecipe despesas de início de ano e evite surpresas
IPTU, IPVA, mensalidades escolares e seguros são despesas frequentes em janeiro. Guardar parte do 13º para antecipá-las ou quitá-las à vista evita endividamento logo no começo de 2026, além de possíveis juros e multas.
Controle os gastos invisíveis e evite compras por impulso
Pequenas despesas acumuladas podem consumir grande parte do 13º sem que o consumidor perceba. Fazer uma auditoria de assinaturas, pequenos gastos e compras recorrentes ajuda a evitar desperdícios.
Permita-se um pequeno espaço para lazer, mas com limites
Reservar uma parte para lazer pode ser saudável, desde que esteja no planejamento. O equilíbrio entre responsabilidade e prazer ajuda a manter a motivação para cumprir metas financeiras maiores.
Para Kaike Ribeiro, o segredo está menos no valor recebido e mais na forma de utilizá-lo. “O 13º salário é um dos momentos mais importantes do ano para quem deseja virar a chave financeira. Usado com estratégia, ele se transforma em oportunidade real de começar o próximo ano com leveza e controle,” afirma o CEO.

