Mato Grosso abriu o ano com saldo positivo nas vendas do comércio, apresentando alta anual – sobre janeiro de 2025 – de 6,8%. O percentual é o maior do Centro-Oeste e fica acima da média nacional, que no mesmo comparativo registrou 2,8%. Os números da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada IBGE, revelam que janeiro de 2026 foi mais generoso com os comerciantes do que o mês de dezembro, tradicionalmente marcado como período de festas.
Conforme o IBGE, janeiro de 2026 contabilizou alta de 2,8% sobre dezembro – que fechou negativo em 2,3% -.
Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o volume de vendas do comércio varejista cresceu 2,8%, com altas em seis das oito atividades pesquisadas: Móveis e eletrodomésticos (6,1%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (5,6%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (5,1%), Hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (2,9%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,5%) e Tecidos, Vestuário e Calçados (0,8%).
No comércio varejista ampliado, Veículos, motos, partes e peças caiu 3,3% em relação a janeiro de 2025, Material de Construção teve queda de 2,3% e Atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo registrou alta de 2,0%.
Em relação a janeiro de 2025, o indicador apresentou variação de 2,8%, com resultados positivos em 26 das 27 Unidades da Federação, com destaque para Pernambuco (11,4%), Rondônia (11,2%) e Distrito Federal (6,9%). Por outro lado, uma das 27 Unidades da Federação apresentou resultado negativo: Piauí (-0,6%).
No comércio varejista ampliado, na comparação com janeiro de 2025, houve predominância de taxas positivas em 21 das 27 Unidades da Federação, com destaque para Mato Grosso (9,1%), Tocantins (9,0%) e Rondônia (8,1%). Por outro lado, seis das 27 Unidades da Federação pressionaram negativamente, com destaque para Piauí (-2,5%), São Paulo (-1,9%) e Rio Grande do Sul (-1,9%).
BRASIL – O volume de vendas do comércio varejista do país variou 0,4% frente a dezembro de 2025 (-0,4%). Com isso, a evolução do índice de média móvel trimestral para o varejo ficou em 0,3% no trimestre encerrado em janeiro de 2026.
De acordo com Cristiano Santos, gerente da PMC, o resultado de janeiro é o ponto mais alto da série livre de sazonalidade. “Apesar da variação baixa, até interpretada mais como estabilidade na passagem de dezembro para janeiro, a taxa positiva faz janeiro atingir o ponto mais alto da série da margem, igualando-se, em volume, a novembro de 2025. É bom lembrar que renovações do pico não são tão comuns assim. Antes dessas duas (novembro de 2025 e janeiro de 2026), tinha sido em março de 2025”.
Os resultados registrados pelas atividades farmacêuticas, que incluem produtos de higiene pessoal e beleza, ajudam a compreender a evolução do indicador. “Esse desempenho, de variação próximo à estabilidade e patamar alto a médio e longo prazos, tem como protagonista a atividade farmacêutica, que, à exceção do mês de dezembro, tem apresentado crescimento constante na série da margem desde julho de 2025, registrando em janeiro a maior variação (2,6%) dentre as oito atividades pesquisadas”, explica Cristiano.