HISTÓRIA DO BUSCAPÉ

De site desacreditado, o BuscaPé é um dos mais acessados para comparar preços

Apenas um ano após a sua fundação, em 2000, o BuscaPé levou Romero para a capa da Revista Veja
Sexta-feira 11 de Janeiro de 2019
Redação
De site desacreditado, o BuscaPé  é um dos mais acessados para comparar preços

Romero Rodrigues nunca pensou que o seu site ‘desacreditado’ iria se tornar tão procurado para comparar preços no país, o ‘BuscaPé’.

Todo mundo conhece alguém que  já usou o sistema de comparação de preços do BuscaPé criado por Romero Rodrigues e seus sócios Ronaldo Takahashi e Rodrigo Borges. Na época, além das dificuldades de convencer os lojistas de que o serviço traria benefícios, eles tiveram que superar o fato de que, nos Estados Unidos, foi criada uma empresa que oferecia o mesmo serviço.

A inauguração do site só aconteceu em 1999, depois que o "QuantoCusta" se tornou o "Buscapé". O nome inicial da empresa já estava registrado e eles tiveram que trocar. A palavra Buscapé (nome regional para fogos de artifício, geralmente usada em festas juninas) estava em vigésimo lugar de uma lista extensa de opções e foi escolhido pela sonoridade. "No início o site tinha pouco mais de 25 mil usuários, enquanto hoje temos mais de 60 milhões de consumidores usando nossos serviços todos os meses. Ao mesmo tempo, quando colocamos o site no ar, eram 30 empresas cadastradas e hoje já temos mais de meio milhão de empresas listadas", conta.
 
Em 2000, com a bolha da internet e o crescimento do comércio eletrônico no Brasil, os fundadores conseguiram atrair investidores como a E-Plataform, Merrill Lynch, Unibanco e Brasil Warrent (grupo Moreira Salles). Primeiro houve a injeção de US$ 500 mil e depois um segundo aporte de US$ 6 milhões. Com o caixa cheio, em 2002, a empresa se tornou rentável.
 
Apenas um ano após a sua fundação, em 2000, o BuscaPé levou Romero para a capa da Revista Veja. A empresa cresceu tanto que pode comprar o seu concorrente norte-americano e ainda criar variações do comparador, como o site quebarato.com e o cortacontas.
 
Romero, no entanto, ainda não estava satisfeito e, paralelamente à gestão do BuscaPé, ele iniciou a expansão internacional do projeto. O grupo abriu escritório no México, Argentina, Chile e Colômbia. No final de 2005, mais novidades. Os grupos que contribuíram com a empresa venderam suas participações para o fundo norte-americano Great Partners Hill. A Great Partners, por sua vez, comprou o maior concorrente do site, o Bondfaro, e o restante do competidor foi fundido com o BuscaPé, transformando a empresa resultante no maior site de pesquisa de preços da América Latina. As empresas continuaram existindo como sites de comparação de preços independentes e os sócios do Bondfaro passaram a ser sócios do Buscapé, sendo que alguns deles ainda permanecem na operação e outros venderam suas participações.
 
No mesmo ano, a companhia já faturava R$ 18 milhões, que chegaram a R$ 50 milhões em 2008. Quatro anos depois, o grupo de mídia sul-africano Naspers anunciou a aquisição de 91% das ações da companhia por US$ 342 milhões. A empresa comprou a fatia do fundo Great Hill Partners e de cinco dos nove sócios minoritários. Dos quatro sócios iniciais, somente o Mario Letelier vendeu sua participação no acordo com a Naspers. 
 
Em setembro de 2010, o Buscapé deu mais um golpe certeiro. A companhia comprou o ZipMe, centralizador de ofertas de sites de compras coletivas e de clubes de compras do Brasil, e fundou o SaveMe. Com o negócio, o Buscapé se tornava um grupo de internet. "Começamos como um site comparador de preços e hoje já somos um Grupo de internet de 15 empresas. Conquistar a liderança em audiência é um troféu que começamos a buscar lá no início", comemorou Romero na época do acordo.


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