O vice-governador Carlos Fávaro (PSD) anunciou que pretende deixar ao comando da secretaria estadual de Meio Ambiente (Sema) no próximo dia 15 de dezembro, o motivo será revelado apenas em coletivo que ele disse que concederá à imprensa para apresentar o balanço de ações que implementou na pasta.
Fávaro disse que sai depois de praticamente 2 anos com a sensação de missão cumprida.
Quanto a indicação de um substituto, ele e o PSD não vão indicar ninguém apenas querem que mantenha o modelo de gestão adotado por ele na secretaria pelo bom funcionamento dos serviços. “Pode ser alguém de carreira, porque não pode qualquer um que terá que levantar tem que tomar pé de como ficou a questão, todos os procedimentos, e isso é natural de quem assume, que não tá ambientizado e que vai demorar dois, três meses para se ambientizar no processo que está tão evolutivo. Trouxemos recursos internacionais, o licenciamento, o PRA entrou no ar, sincronismo com o governo federal, com todos os projetos desenvolvidos e que mantenha dentro da gestão. Esse é o Único pedido do PSD”.
Fávaro também enfatiza que vai "sair sem rusga nenhuma” com o governador Pedro Taques (PSDB).
“Não teve rusga nenhuma. Cumprimos a missão, como uma equipe toda muito bem entrosada, que conseguiu reduzir o desmatamento e pela primeira vez na história, trazer esses recursos internacionais”, afirmou.
Ainda segundo ele, uma coletiva de imprensa deve ser realizada para fazer um balanço da gestão. “Isso culmina no momento que vai entrar no recesso, então é um bom momento para entregar a gestão, sem ruga nenhuma”, reforçou o vice-governador.
O vice-governador e o governador estiveram na Alemanha na primeira parte do mês de novembro e trouxe cerca de R$ 178 milhões para serem investidos no combate ao desmatamento, reflorestamento, apoio à agricultura familiar e comunidades tradicionais. O recurso é em razão do resultado atingido por Mato Grosso na redução de carbono.
Carlos Fávaro assumiu interinamente o comando da Sema no final de março de 2016 após a promotora de justiça Ana Luiza Peterlini, que deixou o cargo em cumprimento da decisão do Supremo Tribunal Federal, que proíbe membros do Ministério Público, incluindo procuradores e promotores de Justiça, de ocuparem cargos fora da instituição. A única exceção é o magistério. (PR)


