Depois de um processo licitatório sem interessados, enfim, a licitação para construção dos terminais do Bus Rapid Transit (BRT), em Cuiabá, pelo governo de Mato Grosso, recebeu cinco propostas e agora entra na fase de análise pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT). As empresas interessadas apresentaram suas propostas dentro do prazo prorrogado até o dia 31 de março. A partir de agora, cabe à equipe técnica da secretaria avaliar a documentação e os valores ofertados, etapa considerada decisiva para a definição da empresa responsável pelo projeto.
Sem prazo definido para a conclusão dessa etapa, o cronograma das obras segue indefinido, mantendo a incerteza sobre o início efetivo da implantação das estruturas dos terminais.
O processo licitatório passou por diferentes etapas até chegar ao atual cenário. A primeira tentativa, lançada em janeiro de 2026, previa investimento de R$ 111,5 milhões para a construção dos terminais e do Centro de Controle Operacional (CCO). No entanto, a licitação terminou sem nenhuma empresa apresentar proposta.
Com a ausência de interessados, o governo do estado publicou um novo edital, elevando o valor previsto para R$ 130,7 milhões, aumento de cerca de R$ 20 milhões em relação ao anterior. A nova licitação foi estruturada na modalidade de dispensa eletrônica, com disputa de preços em lote único, o que significa que uma única empresa ficará responsável por todas as obras previstas.
Mesmo com o reajuste no valor, o processo ainda precisou de prorrogação para ampliar o prazo de participação das empresas.
O projeto prevê a construção de três terminais do BRT: em Várzea Grande, nas proximidades do Aeroporto Marechal Rondon; na região do CPA, em Cuiabá, entre a Avenida do CPA e a Avenida Osasco; e no bairro do Porto, na Avenida XV de Novembro. Também está incluída a implantação do Centro de Controle Operacional, que funcionará junto ao Terminal do Porto.
As estruturas deverão contar com plataformas de embarque e desembarque, áreas operacionais para os ônibus, pátios de recarga e espaços de atendimento aos passageiros, incluindo banheiros. Apesar da evolução do processo licitatório, o início das obras ainda depende da conclusão da análise das propostas e da assinatura do contrato com a empresa vencedora. (Com Primeira Página).

