Embora a região Centro Oeste tenha fechado o mês de setembro negativo na questão de contratações, Mato Grosso foi destaque ao ser o único da região que teve saldo positivo e foi o que mais contratou nesse mês.
Os setores que mais contrataram foram construção civil, comércio e agropecuária. Esse foi o melhor resultado dos últimos quatro anos, conforme dados divulgados ontem pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho (MTb).
Foram criados no estado em setembro 1.029 novas vagas de empregos com carteira assinada, resultado oposto ao registrado para o mês, no Estado, nos anos de 2016 e de 2015, quando o saldo foi negativo, marcado pelo maior número de demissões em detrimento das contratações.
Já Goiás teve saldo de demissões em -3.493 e Mato Grosso do Sul e -199. O Distrito Federal criou 515 vagas no mês passado.
No resto do Brasil , a região Nordeste se destacou com abertura de +29.644 postos. As regiões Sul abriu +10.534 postos e a Norte abriu +5.349 posto.
Já nas regiões Sudeste teve redução de -8.987 postos e Centro-Oeste fechou -2.148 vagas de empregos formais.
O saldo estadual de setembro deriva da movimentação registrada no mercado de trabalho, sendo as 1.029 novas vagas resultado da diferença entre as 28.521 contratações ante as 27.492 demissões.
Dos cinco principais setores da atividade econômica local, três deles impulsionaram a geração de empregos no mês de setembro. A construção civil foi o maior empregador, criando mais da metade do saldo positivo do Estado, 705 vagas de um total de 1.029. Em seguida está o comércio com a abertura de 480 vagas e a agropecuária com outras 160 vagas. Indústria e serviços fecharam o mês com saldo negativo, reflexo do maior volume de desligamentos. Foram -176 empregos formais na indústria e -172 em serviços.
NO ANO – Apesar do desempenho de destaque do mercado formal estadual dentro do Centro-Oeste, houve na comparação mensal – ante agosto – uma redução no ritmo de criação dos empregos formais. Conforme o Caged, no mês anterior Mato Grosso apresentava 1.882 postos gerados para atuais 1.092 novas vagas.
A redução mensal, porém, também não afetou o saldo acumulado de janeiro a setembro. As novas vagas ofertadas no Estado cresceram quase 440% em relação ao mesmo período do ano passado. Até setembro Mato Grosso abriu 30.328 novas vagas contra 5.623 em nove meses de 2016.
O resultado atual é o melhor dos últimos anos, atrás apenas do acumulado de setembro de 2013 com 39.950 novas frentes.
BRASIL – O Brasil fechou o mês de setembro com nova alta no saldo de empregos formais – a sexta consecutiva e a sétima no ano. O crescimento foi de 34.392 postos de trabalho, aumento de 0,1% em relação ao estoque do mês anterior.
“Os números de setembro confirmam, mais uma vez, o processo de recuperação gradual do mercado de trabalho, como reflexo da retomada do crescimento da economia do País”, avaliou o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira.
Os números de setembro também contribuíram para melhorar o saldo acumulado de 12 meses, que ainda ficou em -466.654 postos de trabalho (-1,2% sobre setembro de 2016), mas representou uma melhora em relação ao acumulado de 12 meses até agosto, que foi de -544.658 postos de trabalho.
O Caged foi positivo em 20 das 27 Unidades da Federação. O melhor resultado do mês foi de Pernambuco, que abriu 13.992 novos empregos, seguido por Santa Catarina (+8.011 empregos), Alagoas (+7.411), Pará (+3.283), Paraná (+2.801), Bahia (+2.297) e Ceará (+2.161).
Por outro lado, o Rio de Janeiro (-4.769 empregos), Minas Gerais (-4.291) e Goiás (-3.493) tiveram as maiores reduções no estoque de empregos em setembro.
Ainda segundo o Caged, o salário médio de admissão em setembro de 2017 foi de R$ 1.478,52 e o salário médio de demissão foi de R$ 1.685,37. Em termos reais (deflacionado pelo INPC), no acumulado de 12 meses, os ganhos reais foram de R$ 78,27 (admissão) e R$ 59,50 (demissão).


