Mato Grosso se manteve entre os 10 estados mais competitivos do Brasil, analisando as 27 unidades da federação, segundo Ranking de Competitividade dos Estados. O estudo foi elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) em parceria com Seall e Tendências Consultoria e analisado pelo MT Econômico. O resultado deste ano é o mesmo da pesquisa anterior, mantendo a posição mato-grossense no ranking entre os Top 10.
A Educação foi o pilar que mais avançou. O estado subiu oito posições e alcançou o 8º lugar nacional. Também se manteve bem colocado em Capital Humano e Solidez Fiscal, ambos em 3º lugar, além de registrar avanços em Potencial de Mercado (13º), Sustentabilidade Ambiental (14º) e Inovação (19º).
Analisando os municípios, Cuiabá melhorou 69 posições em comparação à edição anterior. O município está no top-10 nacional em Inserção Econômica (5º), com ótima performance em formalidade no mercado de trabalho e crescimento dos empregos formais, e em Capital Humano (9º), com atuação satisfatória em qualificação dos trabalhadores em emprego formal.
A primeira colocação entre os estados segue com São Paulo, o estado liderou o levantamento nas 14 edições realizadas até hoje.
O ranking consolida o resultado com base em pilares estratégicos para avaliar o desempenho dos estados. De acordo com o levantamento do CLP, além do primeiro lugar geral, São Paulo é líder geral nos pilares de Educação e Infraestrutura, além da segunda colocação em Eficiência da Máquina Pública e a terceira posição em Sustentabilidade Social, Sustentabilidade Ambiental e Inovação.
Dentro do pilar de Educação, o estado de São Paulo é líder nos seguintes indicadores: Enem, Índice de Oportunidade da Educação e Taxa de Atendimento do Ensino Infantil. Já no pilar de Infraestrutura, o estado lidera nos indicadores de Acessibilidade do Serviço de Telecomunicações, Custo dos Combustíveis, Disponibilidade de Voos Diretos e Qualidade das Rodovias.
Mantendo o resultado do ano passado, Santa Catarina está em segundo lugar no ranking e é líder geral nos pilares de Segurança e Capital Humano. Já na terceira posição está o Paraná, resultado que se repete pelo quinto ano seguido. O Distrito Federal está em quarto lugar na lista geral, pelo quarto ano consecutivo, com liderança nos pilares de Sustentabilidade Social e Sustentabilidade Ambiental.
O estado que completa o top-5 é o Rio Grande do Sul, que é o primeiro colocado nos pilares de Inovação e Eficiência da Máquina Pública. Também compõem o top-10 na classificação geral os seguintes estados: Minas Gerais (6º), Espírito Santo (7º), Goiás (8º), Mato Grosso do Sul (9º) e Mato Grosso (10º).
O estado que mais ganhou posições foi o Rio Grande do Norte, que saltou de 24º para 16º. Já o Sergipe pulou de 18º para 12º. O melhor colocado da região Nordeste pelo segundo ano consecutivo é a Paraíba, que ocupa a 11ª posição.
Vale destacar que o Espírito Santo é o melhor do país no pilar de Solidez Fiscal e Roraima o melhor em Potencial de Mercado. Por fim, os últimos colocados gerais do ranking foram: Amapá (27º), Acre (26º) e Pará (25º).
O RANKING – Na décima quarta edição do Ranking de Competitividade dos Estados, a avaliação das 27 unidades federativas foi feita a partir de 100 indicadores, distribuídos em dez pilares temáticos considerados fundamentais para a promoção da competitividade e melhoria da gestão pública dos estados brasileiros: Infraestrutura, Sustentabilidade Social, Segurança Pública, Educação, Solidez Fiscal, Eficiência da Máquina Pública, Capital Humano, Sustentabilidade Ambiental, Potencial de Mercado e Inovação. Neste ano, foi incluído o indicador de feminicídio (total de vítimas de feminicídio por 100 mil mulheres).
“Tomar decisões com base em dados e evidências é essencial para tornar o setor público mais eficiente. O Ranking é uma ferramenta estratégica nesse processo, pois orienta a formulação de políticas públicas a partir de diagnósticos precisos, indicadores consolidados e análise de desempenho. Com ele, o poder público avança para decisões cada vez mais embasadas em informações concretas e menos em opiniões”, afirma Tadeu Barros, diretor-presidente do CLP.
REGIONALIZADO – Campo Grande é destaque do Centro-Oeste no Ranking de Competitividade dos Municípios. Capital de Mato Grosso do Sul ficou em 71º lugar, enquanto Cuiabá está na 74º posição e Goiânia em 95º
O resultado de Campo Grande é efeito da boa avaliação no pilar Funcionamento da Máquina Pública (está em 13º na lista geral), que foi impulsionado pelos indicadores desempenho em custo da função administrativa e tempo para abertura de empresas. Outro destaque foi o pilar Inovação e Dinamismo Econômico (33º lugar), principalmente em recursos para pesquisa e desenvolvimento científico e crédito per capita.
“Um município é competitivo quando suas políticas públicas transformam a vida das pessoas. O ranking revela, com base em dados públicos, quais cidades mais avançam em economia, gestão, segurança, saúde, saneamento, meio ambiente, inovação e telecomunicações. É uma plataforma importante para os prefeitos saberem o que funciona e o que precisa melhorar”, afirmou o diretor presidente do CLP, Tadeu Barros.
Cuiabá melhorou 69 posições em comparação à edição anterior. O município está no top-10 nacional em Inserção Econômica (5º), com ótima performance em formalidade no mercado de trabalho e crescimento dos empregos formais, e em Capital Humano (9º), com atuação satisfatória em qualificação dos trabalhadores em emprego formal.
Ao avançar 29 posições, Goiânia pontuou bem em Qualidade da Educação (22º), com bons resultados no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), tanto anos finais quanto no ensino médio, e em Inovação e Dinamismo Econômico, nos indicadores crédito per capita e renda média do trabalho formal.
De modo geral, a região Centro-Oeste está no top-10 em quatro pilares do ranking: Inserção Econômica, Qualidade da Educação, Acesso à Saúde e Capital Humano.
Os municípios que mais subiram posições foram Primavera do Leste-MT (está em 182º, subiu 111) e Trindade-GO (está em 280º, subiu 76). Já os que mais caíram posições foram Sinop-MT (está em 209º, caiu 90) e Sorriso-MT (está em 265º, caiu 85).
Indicador a ser melhorado em Mato Grosso
Apesar de Mato Grosso estar no Top 10 na classificação geral, aparece na 27ª e última posição em feminicídios, índice que teve forte peso na piora da segurança. De janeiro a agosto de 2025, Mato Grosso já registrou 31 feminicídios, segundo a Secretaria de Segurança Pública.
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