O deputado Max Russi (PSB), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), abriu oficialmente a 4ª Sessão Legislativa da 20ª Legislatura, dando início aos trabalhos parlamentares de 2026, ontem (2), no plenário das Deliberações Renê Barbour. A cerimônia contou com a presença do governador Mauro Mendes (UB), o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), além de autoridades dos poderes Executivo, Ministério Público e de entidades representativas.
Durante o discurso, Max Russi destacou o significado institucional da abertura do ano legislativo. “Este momento tem profundo significado institucional. A abertura de uma Sessão Legislativa não se limita ao cumprimento de um rito formal previsto no Regimento Interno. Ela representa, sobretudo, a reafirmação solene do compromisso permanente desta Casa com a democracia, com a Constituição e com o povo de Mato Grosso”, afirmou.
O presidente da ALMT também reforçou a importância da harmonia entre os poderes como instrumento para o avanço de pautas relevantes para a população. “O diálogo institucional não fragiliza a democracia. Ao contrário, é ele que a fortalece, permitindo a construção de soluções conjuntas, a prevenção de conflitos e o aprimoramento das políticas públicas”, disse.
Ao fazer um balanço do primeiro ano à frente da Presidência da Casa, Russi ressaltou avanços importantes, como a aprovação do Reajuste Geral Anual dos servidores públicos estaduais, no percentual de 5,40%, após sete anos sem reajuste real. “Esse episódio demonstra que é possível conciliar responsabilidade com justiça, técnica com humanidade”, destacou.
Ao finalizar o seu discurso, Max Russi reafirmou o compromisso da Presidência com uma atuação plural e participativa. “Para esta nova Sessão Legislativa, reafirmo o compromisso com uma pauta aberta ao diálogo, orientada pelo interesse público e com a indispensável participação popular”, concluiu.
Após a instalação do ano legislativo, os parlamentares realizarão sessão extraordinária para votação de projetos. Entre as matérias em pauta, está o Projeto de Lei Complementar nº 57/2025, que trata da promoção de subtenentes da Polícia Militar por ato de bravura. No mês passado, o presidente da ALMT informou, por meio das redes sociais, que uma falha de comunicação resultou no veto ao projeto.
MAURO MENDES – O governador Mauro Mendes apresentou na Assembleia Legislativa, os avanços alcançados pela gestão e que levaram ao crescimento do Estado de Mato Grosso nos últimos sete anos. Em pronunciamento, Mauro Mendes enumerou os investimentos realizados pelo governo em todas as áreas e a evolução econômica do Estado, agradecendo a parceria com os deputados pelos resultados alcançados.
“Tudo aquilo que nós fizemos juntos, nesses oito anos, é digno de orgulho. Vocês, deputados, não vão encontrar em nenhum lugar do Brasil um Estado que fez tantos investimentos e tantos avanços expressivos. Mato Grosso está, com a ajuda de todos, construindo uma nova história e cumprindo o seu papel de servir ao cidadão. Foi um orgulho caminhar ao lado de vocês nessa trajetória tão brilhante que Mato Grosso escreveu ao longo dos últimos sete anos”, afirmou o governador.
O vice-governador Otaviano Pivetta também destacou o apoio dos deputados estaduais para alcançar os resultados que levaram Mato Grosso a ser um dos motores da economia nacional.
“O Legislativo é o poder que representa o povo e carrega o sentimento da sociedade. Com a ajuda dos deputados, chegamos ao último ano de gestão entregando um Estado organizado, saneado e com caixa disponível para honrar todos os compromissos. Vamos continuar, cada vez mais, criando oportunidades para que todos os mato-grossenses possam participar desse dinamismo econômico”, ressaltou.
À imprensa, o governador afirmou que só irá anunciar se disputará o Senado entre o final de março e início de abril, prazo limite para de desincompatibilizar do cargo. Ele admitiu se licenciar para a campanha, mas o martelo só será batido nos últimos instantes. No entanto, Mendes afirmou que continua analisando com a família se disputará ou não o Senado. Caso ele decida, terá que deixar o governo até o dia 3 de abril. “É uma decisão que continuo construindo. Eu estou andando pelo Mato Grosso. Conversando com várias lideranças, e vou conversar muito com minha esposa e meus filhos. Garanto que não passa do dia 3 de abril”, repetiu o seu mantra das últimas semanas.

