2026 começou com sinalização positiva por parte da indústria de materiais de construção. De acordo com o Termômetro Abramat, de janeiro, 62% das empresas do setor afirmam ter intenção de investir nos próximos 12 meses, crescimento de 7 pontos percentuais em relação a dezembro de 2025.
O dado é relevante porque ocorre em um cenário ainda marcado por estabilidade nas atividades industriais e expectativa moderada em relação ao ambiente macroeconômico. Em janeiro, 62% das empresas consideraram o desempenho no mercado interno regular, enquanto 29% classificaram como bom ou muito bom.
As expectativas para o curto prazo seguem moderadas, mas com leve melhora. Para fevereiro de 2026, 48% das empresas projetam desempenho bom ou muito bom, 48% esperam desempenho regular e apenas 5% avaliam que o desempenho será ruim, sugerindo uma perspectiva um pouco mais favorável do que a observada no início do ano.
Outro indicador que reforça esse ritmo mais contido é a utilização da capacidade instalada, que permaneceu em 70% em janeiro de 2026, repetindo o patamar registrado em dezembro. O dado indica estabilidade no nível de produção, sem avanço, mas também sem nova perda de fôlego no início do ano. Já em janeiro do ano passado, a utilização da capacidade instalada estava em 77%.
POLÍTICA MONETÁRIA – Apesar da cautela, a perspectiva de cortes contínuos na taxa Selic é apontada como fator de otimismo. A sinalização recente do Copom fortalece as expectativas de redução nos juros e, com isso, impulsiona projeções mais favoráveis para os próximos meses, especialmente em relação ao crédito e à confiança do consumidor.
“A indústria de materiais de construção começa o ano de 2026 em uma posição de atenção, mas com confiança moderada e perspectiva de melhora. A continuidade da redução da Selic e o avanço nos investimentos em infraestrutura e programas como o Reforma Casa Brasil são vetores importantes para a retomada da atividade industrial”, afirma Paulo. Engler, presidente executivo da Abramat.

