Mato Grosso é o estado com o segundo maior crescimento sustentado de renda nos últimos seis anos na região Centro-Oeste. Estudo sobre o índice de desconforto econômico, realizado pelo Santander, revela expansão média de 3% por ano desde 2019 na renda real dos mato-grossenses, impulsionada pelo agronegócio, indústrias e serviços.
A forte presença do agro, com alta formalização e produtividade, contribui ainda para um mercado de trabalho mais robusto. Já Goiás registrou o maior crescimento entre os estados – de 3,5% de aumento na renda real ao ano, enquanto o Mato Grosso do Sul chegou a 1,5% e o Distrito Federal, 1,7%.
O índice de desconforto econômico combina as taxas de inflação e desemprego para sintetizar o impacto da economia no cotidiano das famílias. O Centro-Oeste aparece como um dos polos de maior expansão de renda real no Brasil desde 2019. “Com esse desempenho, tanto o estado como a região mostram condições favoráveis de crescimento do consumo, reforçando o poder de compra das famílias em nível regional”, afirmam Rodolfo Pavan, Henrique Danyi e Ítalo Franca, economistas do Santander e responsáveis pelo estudo.
O levantamento indica que o Brasil pode alcançar um patamar de desconforto econômico historicamente baixo no primeiro semestre de 2026. “Apesar das diferenças persistentes entre as regiões brasileiras, há uma tendência clara de melhoria nas condições econômicas em diversas partes do país”, alertam os economistas.
A melhora generalizada do mercado de trabalho e o arrefecimento das pressões inflacionárias foram determinantes para o crescimento médio da renda real em Mato Grosso. “Em uma perspectiva macroeconômica, o crescimento da renda atua como um importante complemento à queda do desemprego e à desinflação. Juntas, essas dinâmicas ajudam a sustentar a capacidade de consumo mesmo com a normalização da inflação”, esclarecem.
Os economistas do Banco destacam que o desempenho observado no índice de desconforto econômico pode ser um sinal de resiliência mesmo em um contexto com juros ainda elevados, e que os dados regionais, como os da região Centro-Oeste, serão fundamentais para monitorar a evolução do bem-estar econômico até o fim de 2026.
