As lavouras de algodão em Mato Grosso avançaram em ritmo satisfatório na última semana de maio, favorecidas pelo predomínio de tempo seco, dias quentes e noites mais amenas. De acordo com o balanço da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), referente ao período de 24 a 30 de maio, a ausência de chuvas acelerou a redução gradual da umidade do solo, levando as plantações para a fase final do ciclo produtivo.
Grande parte das áreas está concluindo o enchimento dos frutos e iniciando a abertura das maçãs na parte inferior das plantas. Com isso, o setor já se prepara para o início da desfolha e da colheita, que deve ocorrer entre meados de junho e a segunda quinzena de julho, dependendo da região.
Mesmo com a proximidade do fim do ciclo, o monitoramento de pragas continua intenso. O bicudo-do-algodoeiro segue sendo a principal preocupação das equipes de campo. Para controlar a praga, os produtores mantêm o uso de armadilhas, tubos mata-bicudo e aplicações sequenciais de defensivos, além da eliminação rigorosa de plantas voluntárias, conhecidas como tigueras.
Outro ponto de atenção é a migração da lagarta Spodoptera, que deixa as áreas de milho safrinha em fase de colheita em busca de abrigo nas lavouras de algodão. Já os ácaros, a mosca-branca e doenças como a ramulária permanecem sob controle, dentro dos níveis considerados normais para a cultura.
Com o cronograma de manejo definido, o foco das propriedades se volta cada vez mais para a manutenção de máquinas e a organização da logística. Os trabalhos se concentram na revisão de colhedoras, algodoeiras e estruturas de recebimento da produção.
De forma geral, as expectativas de produtividade para o algodão de segunda safra e safrinha continuam bastante positivas. Ainda assim, o setor acompanha de perto as primeiras áreas plantadas, que já começam a sentir de forma mais evidente os efeitos da redução da umidade no solo.
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