Com um PIB per capita entre os três maiores do país e um crescimento econômico três vezes maior que a média nacional nas últimas duas décadas, Mato Grosso se destaca como um dos motores do crescimento brasileiro. É o que mostra o estudo inédito da Lifetime – O Gigante do Centro-Oeste: Por que Mato Grosso está entre as economias mais ricas do Brasil –, que detalha os pilares por trás do dinamismo econômico do estado.
Os indicadores revelam a liderança absoluta de Mato Grosso no agronegócio e sua consolidação como uma das regiões mais pujantes do país. O estudo mostra que o estado concentra 14% do rebanho bovino nacional e responde por mais de 30% da produção de grãos, liderando a produção brasileira de soja, milho e algodão. Somente a estimativa para a safra 2025/26 prevê 48,6 milhões de toneladas de soja – volume comparável ao de grandes produtores globais como Estados Unidos e Argentina. No milho, o estado detém cerca de 39% da produção nacional; no algodão, mais de 70%.
O impacto do agronegócio extrapola o campo. Segundo o relatório, serviços, logística, energia e setor imobiliário registram expansão consistente, impulsionados pela cadeia agroindustrial. Entre 2002 e 2023, enquanto o PIB brasileiro cresceu 58,2%, Mato Grosso avançou 187,5% — mais que o triplo da média nacional.
“Os dados ajudam a dimensionar, com precisão, a força econômica de Mato Grosso. Quando olhamos para a produção agrícola, para o avanço da infraestrutura e para o dinamismo do mercado interno, fica evidente que estamos diante de um estado que dita tendências no Brasil. Nosso objetivo é oferecer uma leitura clara desse movimento, para que empresas e investidores possam tomar decisões mais assertivas”, afirma a economista-chefe da Lifetime, Marcela Kawauti.
Outro destaque é a inserção internacional: as exportações do estado chegaram a USD 30 bilhões em 2025, o equivalente a 8,6% do total nacional, com a China representando quase metade das compras de produtos mato-grossenses.
MERCADO DE CAPITAIS – O levantamento também aponta o potencial ainda pouco explorado do mercado de capitais regional, em um ambiente que exige serviços financeiros e patrimoniais cada vez mais qualificados. Embora o número de investidores tenha crescido 95% nos últimos cinco anos, apenas 2% da população investe em títulos de renda fixa ou em renda variável. Para a Lifetime esse é um dos principais vetores de oportunidade para empresários, famílias e empresas da região ampliarem acesso a crédito, planejamento de longo prazo e soluções patrimoniais estruturadas.
