A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato) divulgou posicionamento contrário aos Decretos Federais nº 12.886/2026 e nº 12.887/2026, que ampliam a Estação Ecológica de Taiamã e o Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense.
Medida incorpora mais de 104 mil hectares ao regime de proteção integral, foi adotada sem o devido diálogo com o Estado, os municípios, o setor produtivo, a comunidade científica e as populações diretamente afetadas.
Para a entidade, a ampliação das áreas protegidas no bioma exige análise técnica mais aprofundada, diálogo institucional e avaliação dos impactos sobre o território, a atividade produtiva e o desenvolvimento regional.
Para o segmento rural a medida gera insegurança jurídica e territorial, além de preocupações relacionadas a desapropriações, indenizações, logística e efeitos sobre populações e setores econômicos diretamente ligados ao Pantanal. “A Famato defende a reavaliação técnica dos decretos, com estudos complementares e diálogo institucional, para que se busquem soluções equilibradas entre conservação ambiental, segurança jurídica e desenvolvimento regional”.
A Famato também afirma que o debate deve considerar estudos técnicos e a realidade da região. Nesse contexto, cita o papel da Embrapa na produção de conhecimento sobre o bioma e alerta para a necessidade de compatibilizar a preservação ambiental com agendas estratégicas para Mato Grosso, como a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres.
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