O senador Wellington Fagundes (PL) iniciará a caminhada oficial da campanha eleitoral na vanguarda da disputa pelo comando do Palácio Paiaguás, mas com uma margem de segurança significativamente reduzida.
Nova sondagem quantitativa realizada pelo instituto Real Time Big Data aponta que o parlamentar liberal contabiliza 34% das intenções de voto no cenário estimulado, figurando logo à frente do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que aparece consolidado com 26%. A diferença de oito pontos percentuais expõe o momento mais acirrado da sucessão estadual, que no final do ano passado registrava um abismo de 26 pontos de distância favorável ao candidato do PL.
O relatório técnico detalha que a retração na liderança decorre diretamente de um processo de desgaste sofrido por Wellington desde a largada das primeiras simulações de campo. O senador, que ostentava 44% de preferência em novembro, recuou para 43% em março, oscilou para 40% em junho e agora bateu o teto mínimo de 34%. Em contrapartida, Pivetta fez o caminho inverso no acumulado das amostragens: saltou de modestos 18% no início da série para 25% no primeiro trimestre, alcançou o pico de 29% no meio do ano e fixou-se em 26% na coleta atual, preservando um ganho real de capital político.
Na terceira colocação do tabuleiro majoritário, a médica Dra. Natasha Slhessarenko (PSD) aparece isolada com 13% das intenções de voto, mantendo uma trajetória de crescimento consistente em relação aos 6% que detinha na largada do processo de pré-campanha.
O bloco de candidatos de menor expressão é liderado por Rafael Milas (Missão), que pontua 3%, seguido pelo Sargento Laudicério (Agir), que registra 1% das menções. O candidato Maurício Coelho (Mobiliza) não foi citado pelos entrevistados, enquanto as opções por votos em branco e nulos somam 12%, e os eleitores indecisos ou que preferiram não responder totalizam 11%.
O cenário de indefinição ganha contornos ainda mais profundos quando avaliado sob a ótica da modalidade espontânea, rito onde os nomes dos postulantes não são apresentados aos eleitores. Nesse modelo, Wellington Fagundes é lembrado por 14% dos mato-grossenses, enquanto Otaviano Pivetta surge logo atrás com 10%, reduzindo a vantagem do líder para apenas quatro pontos. O dado mais relevante extraído desse recorte revela que 56% dos entrevistados admitiram ainda não saber em quem votar, indicando que a imensa maioria do eleitorado estadual segue aberta a novas propostas de campanha.
Apesar do estrangulamento da liderança verificado no primeiro turno, Wellington Fagundes preserva um desempenho confortável nas simulações de confronto direto de segundo turno testadas pela Real Time Big Data.
Em um embate direto contra o atual governador, o senador do PL alcança 45% das intenções de voto, contra 32% atribuídos ao chefe do Palácio Paiaguás, abrindo uma distância de 13 pontos. O favoritismo do parlamentar expande-se em um eventual cenário contra Natasha Slhessarenko, onde o bolsonarista atinge a maioria absoluta com 52% da preferência, frente a 26% obtidos pela candidata do PSD.
O principal obstáculo ao avanço de Otaviano Pivetta em direção ao topo da pesquisa reside no indicador de rejeição popular, quesito onde o governador lidera de forma isolada. De acordo com a amostragem, 38% dos eleitores de Mato Grosso afirmam que não votariam no gestor do Republicanos de jeito nenhum, índice que supera em 12 pontos a sua própria intenção de voto estimulada. A Dra. Natasha Slhessarenko amarga a segunda maior rejeição do estado, com 33% de recusa, evidenciando as dificuldades que as candidaturas governistas enfrentam para expandir o teto de aceitação fora de seus nichos tradicionais.
Por outro lado, Wellington Fagundes desponta como o candidato mais equilibrado entre os três principais nomes do certame, registrando uma rejeição fixada em 30%. O senador é o único concorrente direto cujo índice de intenção de voto estimulado (34%) supera numericamente a barreira de recusa do eleitorado, conferindo maior poder de captação de votos flutuantes ao longo da campanha. No escalão dos demais concorrentes, Rafael Milas acumula 21% de rejeição, Sargento Laudicério computa 19%, e Maurício Coelho fecha a retaguarda com 18% de veto por parte dos entrevistados.
Apenas 2% dos cidadãos consultados pelo instituto afirmaram que poderiam votar em qualquer um dos nomes postos à apreciação, enquanto 3% optaram por não responder ao quesito de rejeição. A combinação técnica entre o encurtamento da distância na dianteira, as altas taxas de veto aos principais nomes da base aliada e o elevado volume de indecisos na modalidade espontânea sinaliza que o quadro eleitoral de Mato Grosso permanece altamente volátil e propenso a reviravoltas à medida que os programas de rádio e televisão ganharem as ruas.
A coleta de dados de campo do instituto Real Time Big Data foi realizada entre os dias 7 e 11 de agosto, ouvindo presencialmente e por telefone 1.600 eleitores distribuídos geograficamente pelas diferentes microrregiões do estado. A margem de erro máxima calculada pelos estatísticos é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, operando com um nível de confiança global de 95%. Em estrito cumprimento às exigências e normas estabelecidas pela legislação eleitoral vigente, o relatório técnico foi devidamente protocolado e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número oficial MT-04560/2026.



