O ouro iniciou a semana cotado a US$ 4.598,07 por onça troy, registrando alta. No mercado doméstico, o ouro à vista (24k) é negociado a aproximadamente R$ 762 por grama
Como explica Mauriciano Cavalcante, economista da Ourominas, o desempenho do metal precioso ocorre em um ambiente de cautela, com investidores divididos entre a busca por proteção e o impacto de juros elevados. “Apesar das tensões geopolíticas no Oriente Médio e da alta do petróleo, que elevam a percepção de risco e a demanda por ativos seguros, o avanço dos rendimentos dos títulos americanos e a força do dólar limitam ganhos mais expressivos do ouro”.
No cenário macroeconômico, o mercado segue ajustando as expectativas para a política monetária dos Estados Unidos. A perspectiva de juros elevados por mais tempo reduz a atratividade do ouro, que não oferece rendimento, pressionando os preços no curto prazo.
Entre os fatores monitorados no dia, investidores acompanham dados econômicos relevantes e falas de dirigentes do Federal Reserve, que podem alterar as apostas sobre o ciclo de juros.
O DÓLAR – O dólar abriu a segunda-feira cotado a R$ 5,24, em leve alta em relação ao fechamento anterior. No momento, a moeda norte-americana é negociada em torno de R$ 5,24. “O movimento reflete um ambiente de cautela no mercado internacional, com investidores avaliando dados recentes da economia global e ajustando posições. Há predominância de fluxos defensivos, com parte dos investidores migrando para ativos considerados mais seguros, embora o fluxo cambial siga misto, sem direção única clara neste início de sessão”, explica o diretor de Câmbio da Ourominas, Elson Gusmão.
A valorização do petróleo também voltou ao radar dos investidores e adiciona pressão ao cenário. O avanço da commodity ocorre em meio a tensões geopolíticas no Oriente Médio e já começa a impactar as expectativas para inflação e juros, inclusive no Brasil.
No cenário doméstico, as expectativas de inflação seguem em alta. Segundo o boletim Focus, a projeção para o IPCA deste ano subiu para 4,31%, ante 4,17% na semana anterior, o terceiro avanço consecutivo. Diante desse cenário, aumentam as apostas de que o Banco Central adote um ritmo mais cauteloso no processo de corte de juros nos próximos meses.
O mercado acompanha a divulgação de indicadores econômicos relevantes no exterior, além de dados locais que ajudam a calibrar as expectativas para a política monetária. Permanecem no radar as sinalizações do Federal Reserve sobre os próximos passos dos juros nos Estados Unidos, fator central para o comportamento do dólar globalmente.
No cenário internacional, o desempenho da moeda também é influenciado pela leitura de crescimento das principais economias e pelo comportamento dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano, em meio a um ambiente ainda marcado por incertezas e ajustes de política monetária.
