Em um início de ano marcado por incertezas no cenário econômico global e uma agenda intensa de acontecimentos no Brasil – como a proximidade da Copa do Mundo, o calendário eleitoral e uma sequência incomum de feriados prolongados – o consumidor brasileiro começa 2026 com dívidas, mas tentando reorganizar as finanças. É o que aponta uma nova pesquisa da Neogrid, realizada em parceria com o Opinion Box.
De acordo com o levantamento, 54% dos brasileiros começaram o ano com algum tipo de pendência financeira. Entre os entrevistados, 15% afirmam não saber ainda como irão quitá-las, enquanto 39% dizem já ter um plano de pagamento definido, indicando um movimento de reorganização dos gastos.
Ao mesmo tempo, 25% dos respondentes declararam ter algum dinheiro guardado – desses, 21% já sabem como fazer uso desses recursos, enquanto 4% afirmam ter alguma reserva, mas ainda sem destinação definida. Já 14% dizem não possuir dívidas nem poupança, ao passo que 6% preferiram não responder.
O estudo retrata uma população dividida entre o peso do endividamento e a tentativa de retomar o controle do orçamento. Nesse contexto, a disciplina financeira aparece como uma grande tendência para este ano. Mais de três em cada quatro brasileiros (76%) relatam que pretendem cortar custos em 2026, sinalizando uma postura mais cautelosa diante das despesas. Entre as estratégias para economizar, 69% dizem que pretendem reduzir as compras por impulso – movimento que reforça a busca por maior planejamento e racionalidade nas decisões.
O levantamento indica que o nível de endividamento tende a influenciar diretamente o comportamento de compra do consumidor brasileiro ao longo do ano. Em um cenário de pressão financeira, as escolhas passam a ser mais criteriosas, com priorização do que é essencial, maior comparação de preços e menos espaço para aquisições não planejadas.
