O presidente estadual do Partido Liberal (PL) em Mato Grosso, Ananias Filho, subiu o tom e ameaçou expulsar os prefeitos da sigla que decidirem apoiar candidatos de outras legendas. O ultimato foi disparado pelo dirigente em um grupo de mensagens no WhatsApp e veio a público ontem (6), após prints da conversa vazarem e circularem intensamente nos bastidores políticos do estado.
A advertência explícita mira conter a “rebelião” de gestores municipais que resistem em subir no palanque do candidato ao governo, senador Wellington Fagundes (PL), e do candidato ao Senado, deputado federal José Medeiros (PL).
“Não serão obrigados mesmo. Mas os que falarem contra Medeiros e Wellington serão solicitados a desfiliar. Portanto, está bem claro: não são obrigados a fazer campanha nem para Wellington, nem para Medeiros, mas quem tem mandato não pode fazer campanha contra”, escreveu Ananias.
O posicionamento atinge diretamente prefeitos que vêm demonstrando resistência à aliança entre PL e MDB, entre eles Abilio Brunini (Cuiabá), Cláudio Ferreira (Rondonópolis), Edilson Piaia (Campo Novo do Parecis) e Sérgio Machnic (Primavera do Leste). O grupo rejeita a composição com a deputada estadual Janaina Riva (MDB), candidata ao Senado na chapa de Wellington Fagundes, e parte das lideranças tem sinalizado simpatia ao projeto do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
A declaração de Ananias amplia a pressão sobre os filiados e reforça a orientação da direção nacional do PL. Nesta semana, o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, divulgou nota determinando que prefeitos e lideranças apoiem exclusivamente a candidatura de Wellington Fagundes ao governo, classificando a defesa da chapa própria como um “compromisso partidário”.
Apesar do endurecimento do partido, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, afirmou que o único compromisso assumido com a direção nacional foi pedir votos para José Medeiros. Segundo ele, não fará campanha para Wellington Fagundes nem para a deputada estadual Janaina Riva (MDB), que faz ‘dobradinha’ ao Senado com Medeiros.
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