O investimento estratégico na reestruturação e modernização das rodovias que cortam Mato Grosso consolidou-se como pauta central para garantir a eficiência econômica e o crescimento do setor industrial do estado. Durante o encontro da campanha Compromisso Infra Rodovias, sediado na Fiemt ontem (6), painelistas avaliaram que a correção dos gargalos logísticos na malha viária regional é a principal ferramenta para mitigar os custos operacionais das empresas. O fórum técnico ressaltou que estradas seguras e bem estruturadas geram impacto em cadeia, melhorando o posicionamento competitivo de Mato Grosso no mercado nacional e assegurando maior segurança no tráfego de cargas e pessoas.
Durante o encontro, representantes da Aneor apresentaram o Programa Nacional de Ampliação e Modernização da Malha Rodoviária Federal, que prevê investimentos de cerca de R$ 300 bilhões na malha federal ao longo da próxima década, com potencial para gerar aproximadamente R$ 800 bilhões em benefícios econômicos para o país.
“Todo tipo de infraestrutura é importante para que a gente possa diminuir custos, melhorar a segurança e o tráfego, mas o mais importante é a segurança da vida das pessoas. Quando temos uma rodovia em bom estado, isso impacta diretamente a vida das famílias que vivem em Mato Grosso”, afirmou o presidente da Fiemt, Sílvio Rangel.
“Investimentos como esse são muito importantes. Além de contribuir para a redução dos custos, são fundamentais para atrair novos investimentos para um estado que está entre os que mais crescem industrialmente no país, especialmente na agroindústria e em diversas regiões de Mato Grosso”, enfatizou.
O presidente também destacou a expansão da indústria mato-grossense na última década, passando de cerca de 11 mil para quase 17 mil estabelecimentos industriais. Segundo ele, o estado ainda possui grande potencial de crescimento nos setores de biocombustíveis, alimentos e minerais.
DIAGNÓSTICO DA INFRAESTRUTURA – De acordo com o diagnóstico apresentado pela Aneor, 70% do transporte de cargas no Brasil e 95% do transporte de passageiros são realizados por rodovias. Apesar dessa dependência, 89% da malha rodoviária federal é de pista simples e cerca de 30% das rodovias estão em condições precárias.
Segundo a entidade, o custo do transporte de cargas pode chegar a R$ 24 por quilômetro, impactando diretamente o preço final dos produtos e a competitividade das empresas. O programa prevê, em dez anos, ações em 32 mil quilômetros de restauração, 24 mil quilômetros de duplicação, 4,8 mil quilômetros de pavimentação e implantação, além de melhorias em outros 6 mil quilômetros.
PRIORIDADE ESTRATÉGICA – O presidente do Conselho Temático de Infraestrutura e Logística da Fiemt (Coinfra), Alexandre Schutze, também participou do encontro e reforçou a importância econômica da iniciativa.
“O Brasil é um país que se movimenta sobre rodas. Grande parte de tudo o que produzimos e consumimos passa pela malha rodoviária. Por isso, um programa que pretende destinar R$ 300 bilhões em investimentos representa uma prioridade estratégica para o desenvolvimento de Mato Grosso e do Brasil“, afirmou Schutze.
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