Produtores rurais de Mato Grosso deram início à colheita do milho segunda safra, mais conhecido como ‘milho safrinha’. Conforme levantamento realizado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), os trabalhos no campo foram retomados ainda na semana passada. Até o dia 22, sexta-feira passada, as colheitadeiras tinham passado por 0,57% da área, numa superfície total estimada em 7,39 milhões de hectares (ha) para o ciclo 2025/26.
“Apesar do percentual ainda reduzido, o ritmo está 0,26 pontos percentuais (p.p.) à frente do registrado no mesmo período da safra passada, indicando leve antecipação dos trabalhos no estado”, apontam os analistas do Imea. A cada safra, Mato Grosso vem gradualmente antecipando a colheita do milho. Há algumas safras, os trabalhos eram registrados em meados de junho, depois na virada de maio para junho e agora, antes mesmo da última semana do mês.
A região médio norte – maior produtora mundial de milho – se destaca com o maior avanço, alcançando 1,18% da área plantada já colhida.
Conforme o levantamento, nas diferentes regiões do estado, a maior parte das lavouras apresenta bom desenvolvimento, especialmente nas áreas semeadas dentro da janela ideal – até o final de fevereiro – o que sustenta uma perspectiva positiva para a safra.
“Nesse cenário, a colheita em Mato Grosso ainda ocorre de forma pontual, já que grande parte das áreas segue aguardando o ponto ideal de maturação para intensificar os trabalhos a campo. Assim, a expectativa é que a colheita ganhe maior ritmo a partir de junho, visto que, para as próximas semanas, não são previstos volumes expressivos de chuva, favorecendo o avanço das atividades”, completam os analistas.
A SAFRA – Segundo o Imea, a safra de milho 2025/26, em Mato Grosso, apresenta um cenário favorável, sustentado pela estimativa de manutenção da área semeada em 7,39 milhões de hectares. No que se refere ao rendimento das áreas, o relatório de mai/26 indica aumento de 1,81% em relação ao mês anterior, com produtividade estimada em 118,71 sc/ha.
“O bom desempenho das lavouras até o momento decorre dos bons volumes de precipitação registrados no estado, que asseguraram condições hídricas adequadas ao desenvolvimento vegetativo e reprodutivo na maior parte das regiões, fortalecendo o potencial produtivo da temporada. Ainda assim, as lavouras semeadas mais tardiamente seguem em avaliação, uma vez que a continuidade das chuvas será determinante para a consolidação do potencial produtivo, com destaque para a região sudeste, que permanece como principal ponto de atenção devido ao maior atraso na semeadura”.
Considerando a manutenção da área aliada ao ganho de produtividade, a produção estadual projetada avançou 1,81% no comparativo mensal, totalizando 52,65 milhões de toneladas.
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