A candidata a vice-governadora Gisela Simona (União) subiu o tom da disputa pelo Governo de Mato Grosso ao afirmar que a debandada em massa de chefes de Executivos municipais para a base governista ocorre porque os prefeitos não confiam em Wellington Fagundes (PL), também candidato ao governo estadual, durante entrevista Conexão Poder.
De acordo com Gisela, o isolamento político do adversário reflete uma quebra de expectativa sobre o seu real comprometimento com as demandas locais, o que acabou por afastar até mesmo lideranças que pertencem ao próprio partido de Wellington.
“As qualidades de Pivetta fazem com que ele agregue muita gente. A trajetória de todo mundo diz muito. Quem conhece Wellington há mais tempo sabe que ele nunca teve essa característica muito de fazer partido, de fazer grupo. Então acredito de que alguma forma isso vai dando a identidade de como você trabalha (…) Então talvez isso seja um dos motivos que hoje o afasta de muitos prefeitos, uma identidade clara do que é, para que veio, do que quer”, compara a candidata.
Ao analisar o cenário eleitoral, Gisela pontuou de forma direta que Wellington Fagundes possui um histórico político individualista e focado em interesses isolados, carecendo da característica essencial de fazer política em grupo. Para a candidata, a trajetória de um homem público diz muito sobre a sua identidade e a forma como trabalha, sendo essa postura centralizadora a principal barreira que hoje o separa e o distancia dos gestores municipais mato-grossenses.
O descontentamento com a falta de diálogo na oposição resultou em um movimento expressivo que sacudiu as estruturas da direita no estado. Em um gesto público de ruptura, 133 prefeitos de Mato Grosso assinaram uma carta conjunta firmando aliança com Otaviano Pivetta (Republicanos), conforme já noticiado pelo MT Econômico.
Essa migração forçou um racha profundo no PL e acendeu o alerta na Executiva da sigla adversária, que passou a ameaçar os prefeitos dissidentes de expulsão por infidelidade partidária.
Gisela Simona ressaltou que, enquanto o rival não consegue agregar forças devido à desconfiança que gera, a chapa governista liderada por Pivetta oferece garantias de estabilidade e previsibilidade política. “Os prefeitos decidiram apoiar o projeto de reeleição porque têm a certeza de que encontrarão as portas do Palácio Paiaguás abertas para atender suas cidades, independentemente da sigla partidária ou da corrente ideológica a qual pertençam”.
Por fim, a declaração de Gisela consolida a estratégia da coligação governista de expor a fragilidade na articulação de Wellington Fagundes na reta final da campanha. Ao evidenciar que o concorrente enfrenta forte rejeição dentro de suas próprias bases de apoio municipal, a oposição ao governo estadual sofre um duro golpe de imagem, enquanto a candidatura de Otaviano Pivetta ganha musculatura política e se posiciona como um projeto de união e capacidade administrativa.



