A candidata a vice-governadora Gisela Simona (União), integrante da chapa encabeçada pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos), defendeu publicamente a necessidade de uma alternância no comando do país. No entanto, a suplente de deputada federal ressaltou que o grupo governista ainda não definiu qual candidato à Presidência da República receberá o apoio oficial da coligação em Mato Grosso nas eleições de outubro.
Ao ser questionada especificamente sobre a possibilidade de subir no palanque do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato da ala bolsonarista, Gisela explicou que a decisão nacional está travada. Segundo ela, nem o União Brasil e nem o Republicanos fecharam um direcionamento nacional definitivo para o plano presidencial. “Aqui em Mato Grosso, nós estamos conversando a respeito disso ainda. Nada foi deliberado para que a gente possa se manifestar oficialmente nesse sentido”, ponderou em tom de cautela.
Apesar do mistério sobre a chapa majoritária federal, a candidata não poupou críticas à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Gisela focou seus ataques na condução da política macroeconômica do Planalto, acusando a administração federal de se omitir no controle do teto fiscal. “Nós temos um governo que não tem admitido cortar os gastos pela raiz. Nós temos hoje muitas dificuldades no Brasil de avançar com déficit”, disparou a advogada.
Para respaldar seu argumento, Gisela traçou um comparativo direto entre as contas da União e o equilíbrio financeiro do Palácio Paiaguás. Ela atribuiu o volume recorde de obras estaduais à severa política de ajuste fiscal adotada em Mato Grosso nos últimos anos. “Se não fosse Mato Grosso ter uma situação fiscal controlada e balanceada, nós estaríamos aí de pires na mão, como alguns estados que estão passando por graves dificuldades financeiras”, alertou.
No encerramento de sua análise, a candidata do União Brasil subiu o tom contra a criação de novos programas sociais às vésperas do período eleitoral. Embora reconheça a relevância do suporte às famílias vulneráveis, ela classificou as recentes medidas do governo federal como eleitoreiras. “Você só pode fazer compromisso financeiro quando tem dinheiro sobrando. Você não pode sacrificar toda uma população para, no ano de eleição, fazer programas que são populistas e esquecer das suas obrigações principais. Por esse motivo, nós somos contrários, sim, ao modo de gestão do atual governo federal”, concluiu.



