O governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), anunciou que definirá no início da próxima semana qual candidato à Presidência da República receberá apoio oficial da coligação nas eleições deste ano.
Em entrevista concedida ontem (14) no Palácio Paiaguás, o gestor antecipou que o escolhido será, obrigatoriamente, um nome de oposição ao projeto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Nós queremos ajudar o Brasil a aposentar o Lula. Vou trabalhar para isso”, declarou Pivetta.
Apesar do posicionamento claro “anti-PT”, o governador evitou cravar o apoio ao candidato bolsonarista, Flávio Bolsonaro (PL), mantendo o mistério após ser alvo recente de ataques da ala do PL em Mato Grosso e do senador Jayme Campos (União).
DEFESA DA TRANSPARÊNCIA – A proposta do deputado federal e candidato ao Senado, José Medeiros (PL), de proibir operações policiais contra candidatos nos seis meses anteriores ao pleito, foi firmemente rebatida por Otaviano Pivetta.
O governador defendeu que homens públicos devem ser investigados em qualquer tempo, rejeitando blindagens eleitorais. A sugestão de Medeiros surgiu como reação à Operação Heritage, que mira aliados governistas como o ex-governador Mauro Mendes, o ex-chefe da Casa Civil Mauro Carvalho e o deputado federal Fábio Garcia.
Embora defenda a continuidade das investigações, Pivetta ponderou sobre o risco de espetacularização e o desgaste precoce de reputações antes da apuração final, enquanto Medeiros insiste que ações policiais na véspera da votação interferem diretamente no resultado das urnas.
SOBROU PRO WELLINGTON – Ao ser questionado sobre seus adversários na disputa pelo Palácio Paiaguás, Pivetta disparou duras críticas contra a trajetória do senador e candidato ao Governo, Wellington Fagundes (PL).
O chefe do Executivo questionou o legado do liberal e afirmou que, em 36 anos de atuação no Congresso Nacional, Fagundes não aprovou uma única lei relevante para a sociedade brasileira.
Subindo o tom, o governador também cobrou explicações sobre o destino de mais de R$ 1,5 bilhão em emendas parlamentares distribuídas pelo senador nos últimos 12 anos. “É um negociador de emendas voraz, essa é a profissão dele”, ironizou Pivetta ao encerrar os ataques.



