O Brasil chega ao fim do ano com 80,6 milhões de pessoas inadimplentes, a maior marca histórica do país pelo 11º mês consecutivo, segundo levantamento mais recente da Serasa. Apesar do patamar elevado, o aumento registrado em novembro representa a menor variação de crescimento de 2025, sinalizando leve desaceleração no avanço da inadimplência.
De acordo com o Mapa da Inadimplência e Negociação de Dívidas da empresa, o último mês contabilizou 173 mil novos inadimplentes, alta de 0,22% em relação a outubro. Ao todo, o país soma 321 milhões de dívidas negativadas, que representam um volume aproximado de R$ 511 bilhões em débitos.
Em contramão do cenário nacional, Mato Grosso totalizou 1.485.241 inadimplentes em novembro de 2025, uma redução de 2.163 pessoas em relação ao mês de outubro, que tinha 1.487.404 inadimplentes, o que representa queda de 0,15% no período. O Feirão Serasa Limpa Nome segue até o dia 19 de dezembro e o MT possui mais de 10 milhões de ofertas disponíveis para negociação.
OBSTÁCULOS PARA REALIZAÇÃO DE SONHOS – Mesmo com a desaceleração no crescimento, o impacto das dívidas na vida dos brasileiros segue expressivo na virada do ano. Pesquisa da Serasa em parceria com o instituto Opinion Box mostra que 96% dos consumidores afirmam que a inadimplência impede a realização de sonhos e metas pessoais.
Os efeitos emocionais também são evidentes: 9 em cada 10 consumidores relatam que as dívidas afetam a autoestima e a confiança. Entre os sentimentos mais associados ao endividamento estão a vergonha (22%), frustração (18%) e tristeza (14%).
A inadimplência também compromete projetos concretos de vida. Segundo o levantamento, 31% dos consumidores deixaram de melhorar o padrão de vida (considerando moradia, lazer e outros setores), 27% não conseguiram comprar ou trocar de veículo (carro ou moto) e 23% precisaram adiar planos de comprar, alugar ou trocar de casa.
“A inadimplência não impacta apenas o orçamento, mas também o bem emocional e a capacidade de planejar o futuro”, afirma Aline Maciel, diretora da Serasa. “Quando a renda fica comprometida com dívidas, os sonhos são colocados em pausa e decisões importantes acabam sendo adiadas”.
NEGOCIAR PARA VOLTAR A PLANEJAR – Apesar do cenário desafiador, a regularização do nome representa um ponto de virada para milhões de brasileiros. De acordo com a pesquisa, 82% dos consumidores se sentem mais otimistas em relação ao futuro financeiro após limpar o nome. Para 24%, voltar a ter acesso ao crédito é o principal sonho depois da negociação. Entre quem já regularizou a situação, 20% afirmam que a primeira atitude foi retomar o acesso a serviços financeiros (conta corrente e cartão de crédito, por exemplo).
“Limpar o nome é um passo essencial para reconstruir a vida financeira, mas precisa vir acompanhado de planejamento. A renegociação permite reorganizar o orçamento, entender limites e criar uma relação mais saudável com o crédito”, orienta Aline.
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