O secretário-chefe da Casa Civil de Mato Grosso, Mauro Carvalho, anunciou, por meio de carta nas redes sociais nesta terça-feira (11), sua renúncia ao cargo no Governo do Estado. Ele havia retornado ao cargo do primeiro escalão em abril, justamente após a saída de Fábio Garcia (União), que naquele momento ia se dedicar à campanha de reeleição à Câmara dos Deputados.
A decisão ocorre após ele ser alvo da Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal para investigar suspeitas relacionadas a um acordo envolvendo o pagamento de R$ 308 milhões em precatórios da empresa de telefonia Oi.
Na carta de desligamento, ele afirmou que deixa o cargo “para me dedicar inteiramente a minha família, as minhas empresas e esclarecer estes fatos e provar a minha inocência”.
“Saio por decisão tomada por mim em conjunto com a minha família e com o governador do Estado. Saio de pé e com a consciência tranquila e pela mesma razão pela qual entrei: lealdade”, completou Mauro Carvalho.
Ele destacou ainda ter convicção de que o caso será totalmente esclarecido. “Não participei do acordo e não me beneficiei. Nenhum recurso originário do acordo firmado com a Oi foi utilizado em benefício próprio ou da minha família. Todo valor aportado pela minha família nas empresas de que participamos decorre de recursos do meu grupo empresarial”, pontuou.
“Deixo registrada minha solidariedade ao procurador-geral do Estado, Francisco Lopes, e ao deputado federal Fábio Garcia, que nesta mesma semana tiveram a honra exposta antes de qualquer contraditório”, finalizou Mauro Carvalho.
Mais cedo, Fabinho optou por desistir de ser vice na chapa de Otaviano Pivetta (Republicanos). Ele justificou que a decisão atende a um apelo de dirigentes partidários e lideranças políticas devido às medidas cautelares impostas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), aos investigados no âmbito da Heritage, para não prejudicar a candidatura de Pivetta.
NOVO SECRETÁRIO – Adjaime Ramos de Souza assume Casa Civil. Ele era secretário-adjunto e responsável pela relação com os municípios. Ele chegou a ocupar a chefia da Pasta por 15 dias, no início da gestão Pivetta, em abril deste ano.
Ele é servidor efetivo da Assembleia Legislativa e está cedido ao Estado desde o início do Governo Mauro Mendes (União), em 2019.


