A Infra S.A. – empresa pública federal vinculada ao Ministério dos Transportes – deu continuidade à articulação interinstitucional que fortalece o canal direto de escuta com lideranças do povo Xavante do Território Indígena Pimentel Barbosa, para a implantação de um trecho de 80 quilômetros da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO), que corta Mato Grosso.
A FICO é um dos principais projetos de integração logística do país. Com 362 quilômetros de extensão, a ferrovia vai ligar Mara Rosa (GO) a Água Boa (MT), gerando impacto direto no escoamento da produção e no desenvolvimento regional.
Nesta semana, os caciques participaram de três reuniões presenciais, realizadas na sede da Infra S.A., no Ministério dos Transportes (MT) e no Ministério dos Povos Indígenas (MPI), consolidando uma agenda integrada de escuta qualificada e construção de soluções. Os encontros contaram com a participação do diretor de Empreendimentos da Infra S.A., André Ludolfo, que acompanhou pessoalmente as lideranças indígenas em toda a agenda institucional em Brasília.
A iniciativa marca uma mudança de paradigma na forma como grandes projetos de infraestrutura se relacionam com os territórios e suas populações tradicionais. A Ferrovia FICO é um projeto estratégico para o país, mas seu avanço precisa caminhar junto com a escuta, o respeito às comunidades e a construção de consensos.
“Nosso papel é abrir caminhos, articular instituições e garantir que as decisões sejam construídas com diálogo e responsabilidade”, destacou durante a reunião.
O diretor da Infra S.A. ressaltou ainda que o diálogo, como pilar do desenvolvimento, marca a continuidade de uma agenda permanente, que será aprofundada nas próximas semanas com novas reuniões e visitas aos territórios. Destacou também que a atuação da estatal extrapola a articulação institucional, envolvendo responsabilidade técnica e compromisso na condução dos projetos.
“A Infra S.A. assume o compromisso de conduzir os estudos necessários, estruturar as soluções e garantir que todos os processos ocorram de forma responsável, inclusive no que diz respeito às obrigações previstas para viabilizar os projetos. Nosso papel é criar as condições técnicas, institucionais e financeiras para que as obras avancem com segurança, transparência e respeito aos territórios”, afirmou.
Durante as reuniões, os caciques Xavantes tiveram espaço para apresentar suas visões, expectativas e prioridades. Em nome das lideranças presentes, o cacique da Aldeia Wederã, Paulo Cipassé destacou a importância do momento.


