Definitivamente, 2025 ficará marcado como o ano em que os preços do litro do etanol nos postos revendedores de Cuiabá e Várzea Grande – e como consequência para Mato Grosso – explodiram nas bombas. Nunca se produziu tanto biocombustível a partir do milho e nunca se viu os valores a R$ 4,59. Sim, durante a correria dos preparativos para o Natal, a rede revendedora majorou mais vez os preços aos consumidores, que rompem novamente o próprio recorde. O litro que estava na casa de R$ 4,44/R$ 4,49, agora subiu, em média, mais R$ 0,10.
Monitoramento semanal realizado pelo MT Econômico, revela que o ano começou com preços batendo recorde e fecha exatamente no mesmo ritmo. Em janeiro de 2025, o MT Econômico registrou duas altas em apenas 25 dias do mês. Naquele momento, com preço de bomba R$ 4,19, o biocombustível atingia aquele, que seria o primeiro recorde do ano!
Esse novo movimento de alta teve início à véspera de Natal e foi ganhando adesão antes do final da semana passada. O MT Econômico lembra que Mato Grosso é maior produtor de etanol de milho do Brasil e o segundo maior, quando se contabiliza a produção a partir da cana-de-açúcar, em plena safra das duas matérias-primas, segue reajustando de forma recorrente o litro do biocombustível. O ciclo 2024/25, já finalizado, registrou recorde na produção de milho, com mais de 50 milhões de toneladas.
Nos postos, as informações acerca do aumento foram parecidas: “Veio a ordem para subir o preço em dez centavos”, “Recebemos o etanol reajustado da distribuidora”. Os argumentos em si, não amenizam a revolta dos consumidores. Ana Beatriz de Mello, professora, exclama que as altas têm sido constantes. “Não é regulado pela Petrobras, mas todo mês vem aumentando”.
O frentista que abasteci o carro da professora explicou que o posto já tinha sido aviso da nova alta, “o pessoal da distribuidora já tinha avisado”.
E 2026 deve começar com mais altas, pela menos o setor já avisou. A partir de janeiro entrarão em vigor no Brasil os novos valores fixos dos combustíveis praticados às distribuidoras. O reajuste das alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que incidem sobre a gasolina, o diesel e o gás, teve atualização aprovada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Os novos valores passarão a valer a partir do dia 1º de janeiro de 2026 e, dada a relevância das matérias-primas, a tendência é que haja impacto em toda a economia.
Conforme os dados, a gasolina terá reajuste de R$ 0,10 por litro, passando de R$ 1,47 para R$ 1,57, com alta de 6,8%. O diesel e o biodiesel passarão de R$ 1,12 para R$ 1,17 por litro, acréscimo de R$ 0,05 por litro e aumento de 4,4%. Já o gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, terá a alíquota elevada de R$ 1,39 para R$ 1,47 por quilo, equivalente a um reajuste de 5,7% e alta de R$ 1,05 por botijão (de 13 kg).
