O Brasil é o mercado mais dependente do celular para acesso a casas de apostas entre os países analisados. Dados de tráfego digital do primeiro trimestre de 2026, apurados pelo Painel das Bets do Aposta Legal, mostram que 98,64% dos acessos a casas de apostas no Brasil foram feitos por dispositivos móveis.
Na prática, o computador praticamente desaparece da jornada do apostador brasileiro. O desktop respondeu por apenas 1,36% dos acessos no período.
Em números absolutos, a diferença é ainda mais expressiva. Dos 6,28 bilhões de acessos registrados entre janeiro e março, cerca de 6,19 bilhões vieram de celulares. O desktop, por sua vez, respondeu por aproximadamente 85,4 milhões de visitas. Embora esse volume isolado seja alto em comparação com outros países, ele representa uma fatia residual dentro do tamanho do mercado brasileiro.
A taxa brasileira de acesso mobile supera com folga os demais mercados analisados.
No Peru, 85% dos acessos a casas de apostas ocorreram via celular. No Chile, a participação mobile foi de 81%. No Equador, ficou em 72%.
Isso significa que o Brasil não é apenas um mercado mobile-first. Ele se aproxima de um modelo mobile-only, em que praticamente toda a relação do usuário com as plataformas de apostas acontece pelo celular.
A diferença em relação ao desktop é especialmente relevante. Enquanto o computador representa 19% dos acessos no Chile, 15% no Peru e 28% no Equador, no Brasil essa participação cai para apenas 1,36%.
Em termos proporcionais, o peso do desktop no Chile é quase 14 vezes maior que no Brasil. No Equador, é mais de 20 vezes maior.
BRASIL TEM MAIOR MERCADO EM ACESSOS – O Brasil também se diferencia pela escala. No primeiro trimestre de 2026, o país somou 6,28 bilhões de acessos a casas de apostas, volume muito superior ao observado nos demais mercados analisados.
O Peru registrou 253 milhões de acessos no período. O Chile, 72,38 milhões. O Equador, 15,28 milhões. Ou seja, o Brasil combina dois fatores ao mesmo tempo: é o maior mercado em volume absoluto e também o mais concentrado no celular.
