O papel estratégico do milho segunda safra para a economia mato-grossense segue sendo ratificado a cada nova safra no estado. A cultura deixou de ser complementar e passou a ocupar posição central na geração de renda, na agroindustrialização e na interiorização do desenvolvimento em Mato Grosso.
O presidente da Famato, Vilmondes Tomain, afirmou que o milho transformou a realidade econômica do estado e abriu uma nova etapa para o setor produtivo. “Aquilo que começou como uma safrinha, como alternativa para rotação de cultura e melhoria da soja, hoje se tornou uma safra consolidada e uma das mais importantes para o estado. Estamos vivendo um momento em que o milho passa a ser transformado em energia renovável aqui em Mato Grosso. Isso mostra a força da nossa produção e a capacidade do produtor mato-grossense de entregar volume, qualidade e eficiência”.
O presidente da Famato também destacou que a expansão das indústrias de transformação deve aumentar a demanda pelo cereal nos próximos anos. “Estamos vivendo a verticalização e a industrialização do agro. Com a chegada de indústrias que transformam milho em bioenergia, etanol e proteína animal, Mato Grosso entra em uma nova etapa de desenvolvimento. A estimativa é que, nos próximos anos, o estado praticamente dobre o número de indústrias de transformação. Para isso, vamos precisar produzir muito mais milho”, disse.
O superintendente da Famato e do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Cleiton Gauer, avaliou que a safra de milho em Mato Grosso apresenta cenário positivo, com boas produtividades registradas em campo. Conforme o Imea, a produtividade do milho 2025/26 foi projetada em 120,28 sacas por hectare, com produção estimada em 53,349 milhões de toneladas e área de 7,392 milhões de hectares.
Com produção estimada em mais de 53 milhões de toneladas, estado avança na verticalização e na industrialização do cereal
“A expectativa para a produção de milho em Mato Grosso nesta temporada é positiva. Tivemos uma área cultivada em torno de 7,4 milhões de hectares, com leve incremento em relação ao ano passado. A safra ainda está em curso, e nossas equipes seguem em campo avaliando a produtividade, mas o que temos visto até agora é um cenário muito positivo, com excelentes resultados”, afirmou Cleiton.
Para o superintendente, o milho segunda safra se consolidou como uma das principais ferramentas de rentabilidade no sistema produtivo mato-grossense.
“Desde os anos 2000, o produtor aprendeu a se encaixar muito bem no sistema produtivo de segunda safra, cultivando soja na primeira safra e milho na sequência, na mesma área. Isso permite agregar renda, otimizar o uso de mão de obra, aproveitar equipamentos compartilhados e gerar uma nova produção dentro do mesmo sistema”, explicou.
Cleiton também ressaltou que o etanol de milho ampliou a capacidade de absorção da produção estadual. “Nos últimos anos, a chegada do etanol de milho deu ainda mais vazão à expansão da produção mato-grossense”, completou.
SUPORTE A CADA SAFRA – O proprietário da Estância VN, Irio José Guisolphi ressaltou que o milho tem sido determinante para a rentabilidade das propriedades rurais. “As margens da soja estão cada vez menores, e o milho tem sido um dos principais responsáveis por garantir rentabilidade e permitir que muitos produtores continuem investindo e produzindo. É um privilégio receber este evento na minha propriedade, e temos uma expectativa muito boa para esta safra”, disse.
O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, também reforçou a importância da agroindustrialização para o futuro econômico do estado.
“A produtividade que temos aqui não existe em nenhum outro lugar do mundo. A atração de novas agroindústrias mudou a realidade de Mato Grosso. A nossa vocação é produzir biocombustíveis e proteína animal a partir dos subprodutos do milho. O boi precisa estar perto da comida, e isso vai acontecer em breve nesta região”, disse.
Entre no GRUPO DE WHATSAPP e acompanhe mais notícias relevantes sobre Agronegócio e Indústria

