O início dos preparativos para a colheita do algodão já altera o ritmo das fazendas de Mato Grosso, impulsionado pelo avanço do ciclo produtivo. De acordo com o boletim da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), referente ao período de 31 de maio a 6 de junho, o clima seco acelerou a maturação das plantas. No entanto, a fase final da safra exige atenção redobrada ao controle do bicudo-do-algodoeiro, cuja pressão aumentou em diversas regiões do estado.
Apesar do avanço da praga, o tempo seco e os dias ensolarados da última semana favoreceram o amadurecimento da fibra. Com as lavouras bem desenvolvidas, o algodão já começa a se abrir nos ramos mais baixos. A expectativa para a colheita permanece positiva em todo o estado, especialmente nas áreas de primeira safra. O principal ponto de atenção está na região Sul, onde o algodão de segunda safra ainda sofre os efeitos da escassez de chuvas registrada entre março e abril.
Nas propriedades rurais, os trabalhos se concentram tanto no controle de pragas quanto nos preparativos para a colheita. Nas oficinas, a prioridade é concluir a revisão de colhedoras e algodoeiras, garantindo que o beneficiamento acompanhe o ritmo de entrada da produção. Outras ameaças típicas da temporada, como a lagarta Spodoptera, os ácaros e a mosca-branca, também permanecem no radar dos técnicos, assim como doenças como mancha-alvo e ramulária. Ainda assim, a Ampa destaca que a situação segue sob controle, sem potencial para comprometer o desempenho da safra.
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